sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
C...de Cavalo
"O corpo humano é a carruagem. Eu, o homem que a conduz. Os pensamentos são as rédeas. E os sentimentos são os cavalos." (Platão)
Contrariando:
Cavalgo cavalgando,
sem carroça arrastando
e sem rédeas me segurando.
Com suas crinas dançando,
mesmo não sabendo onde ando,
sinto, porém, que estou andando!
E, com emoção se vai amando,
enquanto os pássaros se fazem ouvir...
Voando...
ou Piando!
Contrariando:
Cavalgo cavalgando,
sem carroça arrastando
e sem rédeas me segurando.
Com suas crinas dançando,
mesmo não sabendo onde ando,
sinto, porém, que estou andando!
E, com emoção se vai amando,
enquanto os pássaros se fazem ouvir...
Voando...
ou Piando!
Tema teclado
Pensamentos
quarta-feira, 14 de julho de 2010
L...de Ler
Acredito (confio):
que há livros que merecem ser lidos até ao fim,
e relidos até...
Acredito (confio):
que há outros livros em que é pura "perda de tempo"
continuar a lê-los...
E põe-se de lado (mais) um livro,
até um dia,
ou até nunca mais!
que há livros que merecem ser lidos até ao fim,
e relidos até...
Acredito (confio):
que há outros livros em que é pura "perda de tempo"
continuar a lê-los...
E põe-se de lado (mais) um livro,
até um dia,
ou até nunca mais!
Tema teclado
Devaneios
quarta-feira, 7 de julho de 2010
V...de Verdade
"O amor é perigoso para o teu coraçãozinho"
...
"Sempre que o meu ponteiro marca um minuto, parece que uma faca se me enterra um pouco mais entre os ossos."
Em " A Mecânica do Coração" de Mathias Malzieu
"...recordou quantas vezes o tempo parecia eterno quando ele esperava que outras pessoas o ocupassem..."
mas
"...conheces a verdade, e a verdade é amor."
Em "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada" de Robert Fisher
...
"Sempre que o meu ponteiro marca um minuto, parece que uma faca se me enterra um pouco mais entre os ossos."
Em " A Mecânica do Coração" de Mathias Malzieu
"...recordou quantas vezes o tempo parecia eterno quando ele esperava que outras pessoas o ocupassem..."
mas
"...conheces a verdade, e a verdade é amor."
Em "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada" de Robert Fisher
"Faz aquilo em que acreditas (confias) e acredita (confia) no que fazes. Tudo o resto é pura perda de tempo." Nisargadatta
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Livros
segunda-feira, 28 de junho de 2010
C...de Carta
«Ophelinha pequena:
Como não quero que diga que eu não lhe escrevi, por effectivamente não lhe ter escripto, estou escrevendo. (...) Cheguei á edade em que se tem o pleno domínio das proprias qualidades, e a intelligencia attingiu a força e a destreza que pode ter. É pois a occasião de realizar a minha obra litteraria, completando umas cousas, agrupando outras, escrevendo outras que estão por erscrever. Para realizar essa obra, preciso de socego e um certo isolamento. (...) De resto, a minha vida gira em torno da minha obra litteraria - boa ou má, que seja, ou possa ser. Tudo o mais na vida tem para mim um interesse secundario: ha coisas, naturalmente, que estimaria ter, outras tanto faz que venham ou não venham. É preciso que todos, que lidam commigo, se convençam de que sou assim, e que exigir-me os sentimentos, aliás muito dignos, de um homem vulgar e banal, é como exigir-me que tenha olhos azues e cabello louro. (...) Gosto muito - mesmo muito - da Ophelinha. Aprecio muito - muitissimo - a sua índole e o seu caracter. Se casar, não casarei senão consigo. Resta saber se o casamento, o lar (ou o que quer que lhe queiram chamar) são coisas que se coadunem com a minha vida de pensamento. Duvido. Por agora, e em breve, quero organizar essa vida de pensamento e de trabalho meu. Se a não conseguir organizar, claro está que nunca sequer pensarei em pensar em casar. Se a organizar em termos de ver que o casamento seria um estorvo, claro que não casarei. Mas é provavel que assim não seja. O futuro - e é um futuro proximo - o dirá.
Ora ahi tem, e, por acaso é a verdade.
Adeus, Oplhelinha. Durma e coma, e não perca grammas.
Seu muito dedicado,
Fernando
29/9/1929»
Como não quero que diga que eu não lhe escrevi, por effectivamente não lhe ter escripto, estou escrevendo. (...) Cheguei á edade em que se tem o pleno domínio das proprias qualidades, e a intelligencia attingiu a força e a destreza que pode ter. É pois a occasião de realizar a minha obra litteraria, completando umas cousas, agrupando outras, escrevendo outras que estão por erscrever. Para realizar essa obra, preciso de socego e um certo isolamento. (...) De resto, a minha vida gira em torno da minha obra litteraria - boa ou má, que seja, ou possa ser. Tudo o mais na vida tem para mim um interesse secundario: ha coisas, naturalmente, que estimaria ter, outras tanto faz que venham ou não venham. É preciso que todos, que lidam commigo, se convençam de que sou assim, e que exigir-me os sentimentos, aliás muito dignos, de um homem vulgar e banal, é como exigir-me que tenha olhos azues e cabello louro. (...) Gosto muito - mesmo muito - da Ophelinha. Aprecio muito - muitissimo - a sua índole e o seu caracter. Se casar, não casarei senão consigo. Resta saber se o casamento, o lar (ou o que quer que lhe queiram chamar) são coisas que se coadunem com a minha vida de pensamento. Duvido. Por agora, e em breve, quero organizar essa vida de pensamento e de trabalho meu. Se a não conseguir organizar, claro está que nunca sequer pensarei em pensar em casar. Se a organizar em termos de ver que o casamento seria um estorvo, claro que não casarei. Mas é provavel que assim não seja. O futuro - e é um futuro proximo - o dirá.
Ora ahi tem, e, por acaso é a verdade.
Adeus, Oplhelinha. Durma e coma, e não perca grammas.
Seu muito dedicado,
Fernando
29/9/1929»
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Fernando Pessoa
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
F...de Fronteira
Osho disse algures que "uma definição significa a fronteira além da qual tudo começa",
e eu diria :
E uma fronteira indefinida
é uma outra definição fronteiriça
além da qual tudo o mais termina...
e recomeça!
E tudo o mais é ar,
sem fronteiras nem definições,
onde cada um de nós pode livremente voar;
é fogo, que nos leva a faiscar;
é água, que nos leva a despertar;
é terra, que nos permite germinar...
e, tudo o resto - que é muito -,
é Luz,
para nos iluminar!
e eu diria :
E uma fronteira indefinida
é uma outra definição fronteiriça
além da qual tudo o mais termina...
e recomeça!
E tudo o mais é ar,
sem fronteiras nem definições,
onde cada um de nós pode livremente voar;
é fogo, que nos leva a faiscar;
é água, que nos leva a despertar;
é terra, que nos permite germinar...
e, tudo o resto - que é muito -,
é Luz,
para nos iluminar!
E na faisca do fogo nos queimamos
e esturricamos
em cinzas tornados e
pelo vento levados,
ou esfriamos alagados
mergulhados
em lotus na lama
os pós tornados,
haja o Todo!...
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Devaneios
quinta-feira, 27 de maio de 2010
B...de Bruno
"Nesta guitarra cansada,
pelos tempos dedilhada,
soltam-se acordes de uma alma,
numa brisa que acalma..."
pelos tempos dedilhada,
soltam-se acordes de uma alma,
numa brisa que acalma..."
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Pessoas
terça-feira, 11 de maio de 2010
D...de Desistir
Nas palavras de José Luís Peixoto, um dos meus escritores preferidos...
"Uma única vida é pouco. O rosto é demasiado rápido a mudar nas fotografias. As crianças imaginam tantas coisas acerca do mundo e, mais tarde, percebem que não conseguiram imaginar aquilo que era mais importante. Ainda crianças e já quase adultos, ainda levados por miragens e, no entanto, com a certeza absoluta de que não acreditam em nada, surpreendem-se com os braços que cresceram no espelho, com os truques que são capazes de fazer de olhos fechados, com os cigarros que começam a arder-lhes na ponta dos dedos e, arrogantes ingénuos, desejam que o tempo passe mais depressa, desejam que os anos passem mais depressa. Depois, a idade não conta. A idade não conta, mas um dia têm trinta anos, têm quarenta anos, um dia têm cinquenta anos. Os números deixam de ser números. Então, esqueceram tantas coisas e, no entanto, têm a certeza absoluta de que sabem tudo. Ridículos. Entretanto, apaixonaram-se e desapaixonaram-se; saltaram por cima de momentos que foram como abismos; existiu a casa; existiram todos os objectos da casa, divididos e arrumados em caixas de papelão; existiu a mágoa como se fosse o mundo inteiro, não era; existiram as pessoas que morreram mesmo ao lado, que pareciam eternas e que, devagar ou num instante, foram esquecidas, fácil; existiram as pessoas que estavam mesmo ao lado e que receberam telefonemas para comunicar-lhes que a mãe tinha morrido num hospital; e repetiram a vida continua, a vida continua; e o verão e o verão e o outono, a primavera, tão bom, e o verão, o outono, e o inverno e o inverno. Um dia, acordam e o passado não é suficiente sequer para lhes encher a palma de uma mão.
E convencem-se de uma mentira diferente todas as manhãs para obrigarem o corpo a fazer cada movimento e, apesar disso, acreditam nessa mentira exactamente como se fosse verdade, excepto às vezes. E estão cansados da mulher que, cansada, os olha ao serão e que, apesar disso, os enternece quando se debruça sobre o lavatório da casa de banho, com toalhas pelos ombros, para pintar o cabelo. Pode então haver um momento em que o mundo pára. A idade pára. É nesse instante que se pode pensar: nunca quis ser aquilo em que me tornei, quis sempre não ser aquilo em que me tornei. Com o mundo completamente parado, com a idade parada, não é difícil parar também e, rodeados de fragmentos: uma existência inteira feita de vidro estilhaçado e espalhado no chão: o mais natural é baixarmo-nos sobre os calcanhares, pousar os cotovelos sobre os joelhos dobrados e, com cuidado, esticar as mãos para, com a ponta dos dedos, se começar a escolher cada fragmento, distinguir o que se deve abandonar do que se deve manter. Desistir não é sempre mau. Há vezes em que não se pode evitar. Todos nos dizem continua, continua, mas é o mundo que desiste, inteiro, à nossa volta.
Uma única vida é pouco. Para se fazer aquilo que se sabe e se pode e se quer e se deve fazer é preciso deixar muitas outras coisas para trás. Essa é a conclusão a que se chega logo no fim da adolescência. Quando os números deixam de ser números. Trinta, quarenta, cinquenta anos. As gerações sucedem-se. Os degraus de uma escada rolante que desaparecem lá em cima enquanto subimos, subimos, olhamos para trás e ainda vemos o primeiro degrau, quase como quando tínhamos acabado de chegar e, no entanto, continuamos a subir e vemos já o fim. Os nossos avós mortos, os nossos pais mortos, nós, os nossos filhos, os nossos netos. E, se existir um horizonte, podemos olhá-lo e perceber finalmente que estamos parados no tempo e que o tempo, nesse presente definitivo, está parado dentro de nós.
Eu olho para esse horizonte, arrependo-me e não me arrependo, tento compreender ou lembrar-me daquilo que quero mesmo. Depois, penso em tudo aquilo que posso fazer para que aconteça: os gestos e as palavras. Depois, hoje é um dia mais forte e, de repente, imenso. Depois, penso em tudo aquilo de que terei de desistir para alcançar o que quero: para ser o que desejo ser. Então, não fico triste. Aceito tudo aquilo que nunca fiz e que acredito que nunca terei vida suficiente para fazer. Num dia, avisado ou sem aviso, morrerei. Estas mãos serão nada. Este rosto será nada. Uma única vida é pouco. Aceito essa certeza sem que ninguém me pergunte se estou disposto a aceitá-la. É então que me convenço finalmente que nunca serei campeão de xadrez, nunca registarei uma patente, nunca conduzirei uma Harley Davidson, nunca invadirei um pequeno país, nunca venderei relógios roubados aos transeuntes da rua Augusta, nunca serei protagonista de um filme de Hollywood, nunca escalarei o monte Evarest, nunca farei uma colcha de renda, nunca apresentarei um concurso de televisão, nunca farei uma neurocirurgia, nunca ganharei a lotaria, nunca casarei com uma princesa, nunca ficarei viúvo de uma princesa, nunca me mudarei para Detroit, nunca farei voto de silêncio, nunca tocarei harpa, nunca serei o empregado do mês, nunca descobrirei a cura para o cancro, nunca beijarei os meus próprios lábios, nunca construirei uma catedral, nunca velejarei sozinho à volta do mundo, nunca decorarei uma enciclopédia, nunca despoletarei uma avalanche, nunca apresentarei cálculos que contradigam Einstein, nunca ganharei um óscar, nunca atravessarei o Canal da Mancha a nado, nunca participarei nos jogos olímpicos, nunca esfaquearei alguém, nunca irei à lua, nunca guardarei um rebanho de ovelhas nos Alpes, nunca conhecerei os meus tetranetos, nunca repararei a avaria de um avião, nunca trocarei de pele, nunca bombardearei uma cidade, nunca serei fluente em finlandês, nunca comporei uma sinfonia, nunca viverei numa ilha deserta, nunca compreenderei Hitler, nunca exibirei um quadro no Louvre, nunca assaltarei um banco, nunca darei um salto mortal no trapézio, nunca atravessarei a Europa de bicicleta, nunca lapidarei um diamante, nunca farei patinagem artística, nunca salvarei o mundo. Ainda assim, além de tudo isto, há o universo inteiro."
Blog de José Luís Peixoto
"Uma única vida é pouco. O rosto é demasiado rápido a mudar nas fotografias. As crianças imaginam tantas coisas acerca do mundo e, mais tarde, percebem que não conseguiram imaginar aquilo que era mais importante. Ainda crianças e já quase adultos, ainda levados por miragens e, no entanto, com a certeza absoluta de que não acreditam em nada, surpreendem-se com os braços que cresceram no espelho, com os truques que são capazes de fazer de olhos fechados, com os cigarros que começam a arder-lhes na ponta dos dedos e, arrogantes ingénuos, desejam que o tempo passe mais depressa, desejam que os anos passem mais depressa. Depois, a idade não conta. A idade não conta, mas um dia têm trinta anos, têm quarenta anos, um dia têm cinquenta anos. Os números deixam de ser números. Então, esqueceram tantas coisas e, no entanto, têm a certeza absoluta de que sabem tudo. Ridículos. Entretanto, apaixonaram-se e desapaixonaram-se; saltaram por cima de momentos que foram como abismos; existiu a casa; existiram todos os objectos da casa, divididos e arrumados em caixas de papelão; existiu a mágoa como se fosse o mundo inteiro, não era; existiram as pessoas que morreram mesmo ao lado, que pareciam eternas e que, devagar ou num instante, foram esquecidas, fácil; existiram as pessoas que estavam mesmo ao lado e que receberam telefonemas para comunicar-lhes que a mãe tinha morrido num hospital; e repetiram a vida continua, a vida continua; e o verão e o verão e o outono, a primavera, tão bom, e o verão, o outono, e o inverno e o inverno. Um dia, acordam e o passado não é suficiente sequer para lhes encher a palma de uma mão.
E convencem-se de uma mentira diferente todas as manhãs para obrigarem o corpo a fazer cada movimento e, apesar disso, acreditam nessa mentira exactamente como se fosse verdade, excepto às vezes. E estão cansados da mulher que, cansada, os olha ao serão e que, apesar disso, os enternece quando se debruça sobre o lavatório da casa de banho, com toalhas pelos ombros, para pintar o cabelo. Pode então haver um momento em que o mundo pára. A idade pára. É nesse instante que se pode pensar: nunca quis ser aquilo em que me tornei, quis sempre não ser aquilo em que me tornei. Com o mundo completamente parado, com a idade parada, não é difícil parar também e, rodeados de fragmentos: uma existência inteira feita de vidro estilhaçado e espalhado no chão: o mais natural é baixarmo-nos sobre os calcanhares, pousar os cotovelos sobre os joelhos dobrados e, com cuidado, esticar as mãos para, com a ponta dos dedos, se começar a escolher cada fragmento, distinguir o que se deve abandonar do que se deve manter. Desistir não é sempre mau. Há vezes em que não se pode evitar. Todos nos dizem continua, continua, mas é o mundo que desiste, inteiro, à nossa volta.
Uma única vida é pouco. Para se fazer aquilo que se sabe e se pode e se quer e se deve fazer é preciso deixar muitas outras coisas para trás. Essa é a conclusão a que se chega logo no fim da adolescência. Quando os números deixam de ser números. Trinta, quarenta, cinquenta anos. As gerações sucedem-se. Os degraus de uma escada rolante que desaparecem lá em cima enquanto subimos, subimos, olhamos para trás e ainda vemos o primeiro degrau, quase como quando tínhamos acabado de chegar e, no entanto, continuamos a subir e vemos já o fim. Os nossos avós mortos, os nossos pais mortos, nós, os nossos filhos, os nossos netos. E, se existir um horizonte, podemos olhá-lo e perceber finalmente que estamos parados no tempo e que o tempo, nesse presente definitivo, está parado dentro de nós.
Eu olho para esse horizonte, arrependo-me e não me arrependo, tento compreender ou lembrar-me daquilo que quero mesmo. Depois, penso em tudo aquilo que posso fazer para que aconteça: os gestos e as palavras. Depois, hoje é um dia mais forte e, de repente, imenso. Depois, penso em tudo aquilo de que terei de desistir para alcançar o que quero: para ser o que desejo ser. Então, não fico triste. Aceito tudo aquilo que nunca fiz e que acredito que nunca terei vida suficiente para fazer. Num dia, avisado ou sem aviso, morrerei. Estas mãos serão nada. Este rosto será nada. Uma única vida é pouco. Aceito essa certeza sem que ninguém me pergunte se estou disposto a aceitá-la. É então que me convenço finalmente que nunca serei campeão de xadrez, nunca registarei uma patente, nunca conduzirei uma Harley Davidson, nunca invadirei um pequeno país, nunca venderei relógios roubados aos transeuntes da rua Augusta, nunca serei protagonista de um filme de Hollywood, nunca escalarei o monte Evarest, nunca farei uma colcha de renda, nunca apresentarei um concurso de televisão, nunca farei uma neurocirurgia, nunca ganharei a lotaria, nunca casarei com uma princesa, nunca ficarei viúvo de uma princesa, nunca me mudarei para Detroit, nunca farei voto de silêncio, nunca tocarei harpa, nunca serei o empregado do mês, nunca descobrirei a cura para o cancro, nunca beijarei os meus próprios lábios, nunca construirei uma catedral, nunca velejarei sozinho à volta do mundo, nunca decorarei uma enciclopédia, nunca despoletarei uma avalanche, nunca apresentarei cálculos que contradigam Einstein, nunca ganharei um óscar, nunca atravessarei o Canal da Mancha a nado, nunca participarei nos jogos olímpicos, nunca esfaquearei alguém, nunca irei à lua, nunca guardarei um rebanho de ovelhas nos Alpes, nunca conhecerei os meus tetranetos, nunca repararei a avaria de um avião, nunca trocarei de pele, nunca bombardearei uma cidade, nunca serei fluente em finlandês, nunca comporei uma sinfonia, nunca viverei numa ilha deserta, nunca compreenderei Hitler, nunca exibirei um quadro no Louvre, nunca assaltarei um banco, nunca darei um salto mortal no trapézio, nunca atravessarei a Europa de bicicleta, nunca lapidarei um diamante, nunca farei patinagem artística, nunca salvarei o mundo. Ainda assim, além de tudo isto, há o universo inteiro."
Blog de José Luís Peixoto
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José Luís Peixoto
segunda-feira, 26 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
S...de Semente
"Para tudo há uma explicação", e se não há inventa-se, portanto, uma semente ter germinado nos pulmões de um jovem Russo não é excepção à regra, ora vejamos:
Um dia, não se sabe bem quando, onde e porquê (mas também não interessa para o caso), a Dona Vitalina decide agarrar num punhado de minúsculas sementinhas e, sem destino certo, entrar no comboio da meia-noite - comboio esse que só partiu no dia seguinte por volta das 17h42m. Durante a viagem, com o comboio em alta velocidade (não, não era o TGV), a Dona Vitalina vê um enorme terreno lavrado e, generosamente, abre a janela do rápido comboio e liberta as pequenas sementes que a acompanhavam...e maravilhou-se a observa-las, e orgulhou-se ao olhar para as suas mãos e ver as últimas sementinhas a despegarem-se das suas mãos e a soltarem-se entre os seus dedos e, por fim, sentiu-se deliciada e feliz por ter libertado algo que não era seu e por tê-lo feito no sitio, para ela, mais indicado. E, pensando ela que havia feito o que tinha de ser feito, feliz e confiante do seu contributo para o ecossistema, continuou viagem...
Porém, o que a Dona Vitalina nunca soube, nem virá a saber, é que havia um agricultor
- homem cumpridor de horários e amante de um cultivo planeado -,
que após um longo dia na lavoura e de um longo terreno lavrado,
- com a ajuda de uma junta de bois e de um arado-,
aos bois descanso decidiu dar
e, atrás da moita, aninhou-se a obrar.
Obra terminada,
e em pleno momento zen o agricultor inspirou
deixando entrar uma sementinha que,
voluteando-se,
não se fez de rogada...e entrou!
Consequência ou consequências da história? Várias, como várias podem ser as interpretações...tanto positivas como negativas, tudo depende da perspectiva de quem olha! :)
Um dia, não se sabe bem quando, onde e porquê (mas também não interessa para o caso), a Dona Vitalina decide agarrar num punhado de minúsculas sementinhas e, sem destino certo, entrar no comboio da meia-noite - comboio esse que só partiu no dia seguinte por volta das 17h42m. Durante a viagem, com o comboio em alta velocidade (não, não era o TGV), a Dona Vitalina vê um enorme terreno lavrado e, generosamente, abre a janela do rápido comboio e liberta as pequenas sementes que a acompanhavam...e maravilhou-se a observa-las, e orgulhou-se ao olhar para as suas mãos e ver as últimas sementinhas a despegarem-se das suas mãos e a soltarem-se entre os seus dedos e, por fim, sentiu-se deliciada e feliz por ter libertado algo que não era seu e por tê-lo feito no sitio, para ela, mais indicado. E, pensando ela que havia feito o que tinha de ser feito, feliz e confiante do seu contributo para o ecossistema, continuou viagem...
Porém, o que a Dona Vitalina nunca soube, nem virá a saber, é que havia um agricultor
- homem cumpridor de horários e amante de um cultivo planeado -,
que após um longo dia na lavoura e de um longo terreno lavrado,
- com a ajuda de uma junta de bois e de um arado-,
aos bois descanso decidiu dar
e, atrás da moita, aninhou-se a obrar.
Obra terminada,
e em pleno momento zen o agricultor inspirou
deixando entrar uma sementinha que,
voluteando-se,
não se fez de rogada...e entrou!
Consequência ou consequências da história? Várias, como várias podem ser as interpretações...tanto positivas como negativas, tudo depende da perspectiva de quem olha! :)
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Devaneios
terça-feira, 30 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
M...de Mundo
Para lá de mim
Existe um mundo…
Para lá de mim
Está o outro, estás tu, estou eu
E o mundo que é, mas não meu.
Está ele, tu e um eu projectado
Num mar por outros já navegado.
Para lá de mim
Há uma luz incandescente,
Uma estrela cadente
Num universo paralelo
De um ser consciente,
Em tons de amarelo.
Para lá de mim
Há um horizonte,
Uma serra perdida
A meus olhos delineada
Num longínquo monte
Que por ela serpenteava
No caminho da vida.
Para lá de mim
Existe tudo aquilo que eu vejo,
e tudo o mais que não consigo ver
e, mesmo não acreditando, quero crer
Porquanto é tudo o que almejo.
Para lá de mim
Existe um mundo,
Existe um poço vazio,
Um poço com fundo
Um mundo que aprecio!
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Poesia
quarta-feira, 17 de março de 2010
E...de Existência
Li hoje uma noticia, se é que o artigo em questão pode ser classificado como tal, que tratava de um assunto que, pelos vistos, tem sido um assunto de interesse e "debate" para a maioria dos portugueses. O assunto vinha em primeira página do Correio da Manhã e remetia para uma página onde o assunto estaria desenvolvido. E o assunto de interesse era "Fernanda Miranda, a "nova namorada" de Pinto da Costa", sendo o debate em volta da "vida" da referida namorada. O tio diz que disse, o namorado é português ou brasileiro - não percebi bem, a familia isto e aquilo, e a mulher do Pinto continua pintada e o blá blá do costume...li, pesquisei o assunto mais um pouco e concluí que perdi tempo. Sim, perdi tempo e não foi comigo...tempo esse que em nada contribuiu para a minha existência e muito menos para a minha essência.
No entanto, nem tudo foi negativo, o que li sobre o assunto referido no páragrafo anterior levou-me a rever mentalmente o filme "An Education" ou em Português "Uma outra Educação"...
Liberdade, a quanto obrigas! E a este texto de blog acrescentaria ainda a "mensagem" do texto imediatamente anterior e ainda: cada um é livre para viver a vida como deseja e só ele será responsável pelos seus actos...portanto, preocupa-te contigo, faz por ser feliz e para que um dia a memória seja a tua Real companhia e as lembranças os teus Tesouros!
No entanto, nem tudo foi negativo, o que li sobre o assunto referido no páragrafo anterior levou-me a rever mentalmente o filme "An Education" ou em Português "Uma outra Educação"...
Liberdade, a quanto obrigas! E a este texto de blog acrescentaria ainda a "mensagem" do texto imediatamente anterior e ainda: cada um é livre para viver a vida como deseja e só ele será responsável pelos seus actos...portanto, preocupa-te contigo, faz por ser feliz e para que um dia a memória seja a tua Real companhia e as lembranças os teus Tesouros!
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Pessoas
terça-feira, 16 de março de 2010
M...de Mensagem
"Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer." (António Feio)
video
"Faça inversão de marcha", e viva em "Contraluz" porque, por vezes, e como disse Lenin, "é preciso dar um passo para trás...para dar dois passos para a frente".
"O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nos mesmos fazemos do que os outros fazem de nós." (Jean-Paul Sartre)
video
"Faça inversão de marcha", e viva em "Contraluz" porque, por vezes, e como disse Lenin, "é preciso dar um passo para trás...para dar dois passos para a frente".
"O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nos mesmos fazemos do que os outros fazem de nós." (Jean-Paul Sartre)
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Pessoas
segunda-feira, 15 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
C...de Comunicação
Comunicação verbal oral
Pergunta uma mulher a outra, "ele perguntou-me porque é que eu lhe disse que ele era enigmático, o que é que eu lhe digo?", ao que a outra prontamente responde "diz-lhe para ir ao dicionário, piscas o olho e ris-te".
Comunicação verbal escrita
Passado uns breves minutos, a questionada recebe um mail da que colocou a questão inicial e que dizia "olha só o que ele respondeu", seguiu com o olhar um pouco mais para baixo e leu o que ele lhe havia escrito "ok. mas não entendi" e passou para a leitura da resposta que ela havia sugerido e que dizia "Vai ao dicionário pisca o olho e ris-te"...
Fez-se um breve silêncio, seguindo-se uma longa e sonora gargalhada.
Pergunta uma mulher a outra, "ele perguntou-me porque é que eu lhe disse que ele era enigmático, o que é que eu lhe digo?", ao que a outra prontamente responde "diz-lhe para ir ao dicionário, piscas o olho e ris-te".
Comunicação verbal escrita
Passado uns breves minutos, a questionada recebe um mail da que colocou a questão inicial e que dizia "olha só o que ele respondeu", seguiu com o olhar um pouco mais para baixo e leu o que ele lhe havia escrito "ok. mas não entendi" e passou para a leitura da resposta que ela havia sugerido e que dizia "Vai ao dicionário pisca o olho e ris-te"...
Fez-se um breve silêncio, seguindo-se uma longa e sonora gargalhada.
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Pessoas
quinta-feira, 11 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
H...de Humor
Gosto de "noticias" que contribuam para a minha boa disposição e, consequentemente, despertem em mim uma enorme vontade de rir, mesmo aquelas que em principio não são para rir, e é essas que procuro encontrar...porque para saber que tudo está mal não preciso de ver as noticias. Além disso, estar-se sempre a falar no mesmo, na minha opiniao, além de se tornar cansativo só piora os factos.
Portanto, ficam agumas noticias de interesse:
E as que não foram comentadas no programa "Noticias em 2.ª mão", apresento-as eu, com ou sem redundância, em 2.ª mão :)
Correio da manhã: 700 homens em apenas 48 horas
Correio da manhã: Violação de cabra obriga a casamento
Correio da manhã: Roubado dinheiro enterrado
O Mirante: Espanta ladrões preso
Portanto, ficam agumas noticias de interesse:
E as que não foram comentadas no programa "Noticias em 2.ª mão", apresento-as eu, com ou sem redundância, em 2.ª mão :)
Correio da manhã: 700 homens em apenas 48 horas
Correio da manhã: Violação de cabra obriga a casamento
Correio da manhã: Roubado dinheiro enterrado
O Mirante: Espanta ladrões preso
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Noticias
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
C...de Cuba
Mesmo distante, não deixo de estar presente...e acontecimentos como este, por uma ou outra razão, não me deixam indiferente.
"Orlando Zapata Tamayo faleceu num cárcere cubano após 85 dias em greve de fome. Era um preso político do regime ditatorial-monárquico acaudilhado pelos irmãos Castro.
Quase ninguém falou em Orlando Zapata – certamente por lutar contra a tirania comunista e ser uma vítima da esquerda construtora dos ‘homens novos’ amanhados algures nos ‘amanhãs que cantam’. Fosse Zapata um grevista de fome situado no lado politicamente correcto da história e teríamos as vigílias do costume e as manifestações folclóricas que já são rotina. Mesmo se fosse um terrorista teria sido chamado de ‘activista’ na abertura dos telejornais.
Mas era apenas alguém que queria a liberdade num lugar onde os mitos da geração mais gloriada do nosso tempo juram que ela não falha. Por isso, o silêncio."
Carlos de Abreu Amorim, Correio da Manhã de 25.02.2010
Para reflexão...
E enquanto uns sofrem, outros juntam-se aos que sofrem - em forma de protesto (Francisco Louça,entre outros) ou apenas para sofrerem também, outros felizes e contentes dedicam-se ao "epicurismo" de Havana ao som das belas vozes: Mariza, Sarah Brightman entre outros...
E é assim a vida, enquanto uns choram outros riem e vice-versa, mas uma coisa é certa: temos o livre-arbitrio para decidir se queremos estar na vida a chorar ou a rir...e quero crer que cabe apenas a cada um escolher o caminho a trilhar, devendo saber, contudo, onde termina a sua liberdade e começa a dos outros!
"Orlando Zapata Tamayo faleceu num cárcere cubano após 85 dias em greve de fome. Era um preso político do regime ditatorial-monárquico acaudilhado pelos irmãos Castro.
Quase ninguém falou em Orlando Zapata – certamente por lutar contra a tirania comunista e ser uma vítima da esquerda construtora dos ‘homens novos’ amanhados algures nos ‘amanhãs que cantam’. Fosse Zapata um grevista de fome situado no lado politicamente correcto da história e teríamos as vigílias do costume e as manifestações folclóricas que já são rotina. Mesmo se fosse um terrorista teria sido chamado de ‘activista’ na abertura dos telejornais.
Mas era apenas alguém que queria a liberdade num lugar onde os mitos da geração mais gloriada do nosso tempo juram que ela não falha. Por isso, o silêncio."
Carlos de Abreu Amorim, Correio da Manhã de 25.02.2010
Para reflexão...
E enquanto uns sofrem, outros juntam-se aos que sofrem - em forma de protesto (Francisco Louça,entre outros) ou apenas para sofrerem também, outros felizes e contentes dedicam-se ao "epicurismo" de Havana ao som das belas vozes: Mariza, Sarah Brightman entre outros...
E é assim a vida, enquanto uns choram outros riem e vice-versa, mas uma coisa é certa: temos o livre-arbitrio para decidir se queremos estar na vida a chorar ou a rir...e quero crer que cabe apenas a cada um escolher o caminho a trilhar, devendo saber, contudo, onde termina a sua liberdade e começa a dos outros!
Tema teclado
Pessoas
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
J...de Jazz
José James, esteve ontem no Museu do Oriente...e foram duas horas que valeram a pena.
No inicio só pensava - "Mas porque é que este tipo não tira o chapéu?!"...
No final, eu própria me encarreguei de lhe "tirar o Chapéu"!
No inicio só pensava - "Mas porque é que este tipo não tira o chapéu?!"...
No final, eu própria me encarreguei de lhe "tirar o Chapéu"!
Tema teclado
Música
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
P...de Presença
Um destes dia perguntaram a uma criança de 7 anos, que por sinal até é o meu sobrinho/afilhado, o seguinte:
- "A tua tia daqui a dois dias faz anos, já tens uma prenda para ela?"
Ao que ele, com a pureza, vivacidade e sensibilidade que o caracterizam, prontamente e do alto da sua sabedoria imediatamente responde:
- "Estou aqui!"
E não, ele nunca leu "o Pequeno Principe", ou melhor, ele ainda pouco leu...ele ainda está a aprender a ler e a escrever. Ele não tem muito conhecimento mas, por outro lado, tem uma sabedoria imensa...e "sabe" como cuidar da "sua Rosa" e sabe ainda ser responsável com quem cativou! E sim, tudo isso faz-me sentir importante, muito importante! E sim, é na presença que se encontra a diferença...é no estar que está o dar!
- "A tua tia daqui a dois dias faz anos, já tens uma prenda para ela?"
Ao que ele, com a pureza, vivacidade e sensibilidade que o caracterizam, prontamente e do alto da sua sabedoria imediatamente responde:
- "Estou aqui!"
E não, ele nunca leu "o Pequeno Principe", ou melhor, ele ainda pouco leu...ele ainda está a aprender a ler e a escrever. Ele não tem muito conhecimento mas, por outro lado, tem uma sabedoria imensa...e "sabe" como cuidar da "sua Rosa" e sabe ainda ser responsável com quem cativou! E sim, tudo isso faz-me sentir importante, muito importante! E sim, é na presença que se encontra a diferença...é no estar que está o dar!
Tema teclado
Pessoas
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
M...de Menina
Há uma menina em mim,
que não quer crescer...
Há uma menina em mim,
que já cresceu.
Há uma menina em mim,
que não quer sonhar...
Há uma menina em mim,
que sonha.
Acordada ou adormecida,
Há uma menina em mim,
vivendo e
sonhando a vida...
Há uma menina em mim,
há uma dualidade em nós,
uma menina em mim!
Tema teclado
Devaneios
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
I...de Incómodo
E tal e qual
o Pai Celestial
havia previsto,
Adão nua viu Eva e,
por tal,
passou a conhecer o Bem e o Mal.
Como tal,
e já agoniado,
até diarreiado,
com tanta falta de sal,
entre os cardos e espinhos
enrolou uma erva,
a qual,
fumada foi
até ser tranformado num animal.
Eufórico pelo súbito descobrimento
e, fazendo do coração tripas -
para um dia as encher
com a saborosa carne de uma porquinha
que já havia ido ao espeto
(e como tal, já com sal, saborosos seriam os chouriços),
alegra-se o pobre errante que,
coruscante,
fora de tempo e de moda,
ainda no jardim do Éden se encontra
a lançar sementes ao rego,
até chegar à arte da poda...
E Eva, perguntarás tu!?
Pois...
essa para as tripas não furar,
a depilação decidiu fazer,
pôs o motosserra a trabalhar
e, como é óbvio,
acabou por se escafeder!
E eu,
que não tenho nada a ver com a história,
estou apenas para aqui a divagar
sobre algo que me estava na memória
e, vai não vem, começa a me incomodar.
o Pai Celestial
havia previsto,
Adão nua viu Eva e,
por tal,
passou a conhecer o Bem e o Mal.
Como tal,
e já agoniado,
até diarreiado,
com tanta falta de sal,
entre os cardos e espinhos
enrolou uma erva,
a qual,
fumada foi
até ser tranformado num animal.
Eufórico pelo súbito descobrimento
e, fazendo do coração tripas -
para um dia as encher
com a saborosa carne de uma porquinha
que já havia ido ao espeto
(e como tal, já com sal, saborosos seriam os chouriços),
alegra-se o pobre errante que,
coruscante,
fora de tempo e de moda,
ainda no jardim do Éden se encontra
a lançar sementes ao rego,
até chegar à arte da poda...
E Eva, perguntarás tu!?
Pois...
essa para as tripas não furar,
a depilação decidiu fazer,
pôs o motosserra a trabalhar
e, como é óbvio,
acabou por se escafeder!
E eu,
que não tenho nada a ver com a história,
estou apenas para aqui a divagar
sobre algo que me estava na memória
e, vai não vem, começa a me incomodar.
Tema teclado
Devaneios
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
P...de Papoila
O meu fascinio por papoilas levou-me a, mais uma vez, fazer uma viagem espontânea e virtual ao seu encontro. Mas, desta vez, a viagem levou-me a sentir algo diferente, a contemplar pequenas coisas e, talvez por isso, vi a Papoila com outros olhos e contemplei-a sentido-me grata pela sua existência. É verdade que o que encontrei no caminho não foi nada de novo, não foi nada que já lá não estivesse ou que porventura não estivesse em mim, mas só o facto de ter feito a viagem sem qualquer objectivo já valeu a pena...
E o que encontrei eu?! Muito simples: beleza, o reflexo de muita beleza...aqui deixando apenas a imagem e as palavras dessa beleza.
"A papoila é uma das plantas mais antigas. A mais bonita da família das papoilas é a papoila do Oriente, mas a mais comum é a papoila omnificente. De acordo com a lenda, quando as primeiras pessoas apareceram na Terra, a natureza encarregou-se do resto.
O que significa que a natureza deu-lhes a Noite. Esta ocultava a beleza e também as presas das pessoas, para que estas não pudessem fazer nada à noite. Contudo, as pessoas ficavam acordadas e a Noite sentiu-se incapaz de cumprir a tarefa que a natureza lhe incumbiu, então o Orvalho surgiu a partir das lágrimas da Noite. A natureza teve pena da Noite e enviou-lhe um marido - O Sono - que tornaria a tarefa da Noite muito mais fácil.
Mas, ainda assim, nem todas as pessoas começaram a dormir. Então a Noite deu ao Sono os seus filhos - os Sonhos - que poderiam ajudar tanto a Noite como o Sono. Mas nenhum deles conseguiu fazer com que um homem preocupado dormisse.
Este homem fez com que o Sono se enfurecesse. Então o Sono apontou a sua varinha de condão para a Terra e voou. Os Sonhos embrulharam a sua varinha de condão na Noite, criando raízes de cor verde e abriu com flores muito bonitas.
Na Grécia Antiga esta flor era dedicada a Hipnos, o Deus do Sono e a Morfeu, o Deus dos Sonhos. As estátuas de Demétrio eram decoradas com papoilas.
Os Romanos dedicavam esta flor à Deusa Ceres. Segundo a lenda, Ceres vagueava pela Terra e não conseguia encontrar o que procurava. Então os outros Deuses decidiram cultivar papoilas. Certa vez a Deusa colheu as papoilas e caiu num sono profundo, quando acordou reparou que havia ainda muitas para colher. Desde então que o florescimento das papoilas está relacionado com a época das colheitas.
Os Ucranianos consideram a flor como sendo o símbolo do Amor e da Beleza. Os Alemães como sendo símbolo de Fertilidade. Os Siberianos espalham papoilas nas pernas dos recém-casados, para que tenham uma família feliz e muitos filhos. Mas, na China as papoilas estão relacionadas com crenças más.
Não existem apenas papoilas vermelhas e brancas, nos Himalaias há muitas papoilas azuis."
E o que encontrei eu?! Muito simples: beleza, o reflexo de muita beleza...aqui deixando apenas a imagem e as palavras dessa beleza.
"A papoila é uma das plantas mais antigas. A mais bonita da família das papoilas é a papoila do Oriente, mas a mais comum é a papoila omnificente. De acordo com a lenda, quando as primeiras pessoas apareceram na Terra, a natureza encarregou-se do resto.
O que significa que a natureza deu-lhes a Noite. Esta ocultava a beleza e também as presas das pessoas, para que estas não pudessem fazer nada à noite. Contudo, as pessoas ficavam acordadas e a Noite sentiu-se incapaz de cumprir a tarefa que a natureza lhe incumbiu, então o Orvalho surgiu a partir das lágrimas da Noite. A natureza teve pena da Noite e enviou-lhe um marido - O Sono - que tornaria a tarefa da Noite muito mais fácil.
Mas, ainda assim, nem todas as pessoas começaram a dormir. Então a Noite deu ao Sono os seus filhos - os Sonhos - que poderiam ajudar tanto a Noite como o Sono. Mas nenhum deles conseguiu fazer com que um homem preocupado dormisse.
Este homem fez com que o Sono se enfurecesse. Então o Sono apontou a sua varinha de condão para a Terra e voou. Os Sonhos embrulharam a sua varinha de condão na Noite, criando raízes de cor verde e abriu com flores muito bonitas.
Na Grécia Antiga esta flor era dedicada a Hipnos, o Deus do Sono e a Morfeu, o Deus dos Sonhos. As estátuas de Demétrio eram decoradas com papoilas.
Os Romanos dedicavam esta flor à Deusa Ceres. Segundo a lenda, Ceres vagueava pela Terra e não conseguia encontrar o que procurava. Então os outros Deuses decidiram cultivar papoilas. Certa vez a Deusa colheu as papoilas e caiu num sono profundo, quando acordou reparou que havia ainda muitas para colher. Desde então que o florescimento das papoilas está relacionado com a época das colheitas.
Os Ucranianos consideram a flor como sendo o símbolo do Amor e da Beleza. Os Alemães como sendo símbolo de Fertilidade. Os Siberianos espalham papoilas nas pernas dos recém-casados, para que tenham uma família feliz e muitos filhos. Mas, na China as papoilas estão relacionadas com crenças más.
Não existem apenas papoilas vermelhas e brancas, nos Himalaias há muitas papoilas azuis."
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Devaneios
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
P...de Passagem
Beliscam-me os meus pensamentos
voltados para ti...
São incontáveis
como os grãos de areia.
Com eles me deleito e envolvo...
O teu corpo a acariciar-me,
As tuas mãos a naufragarem
pela superficie nua
da minha pele em flor...
O teu rosto resplandecente
ancorado na clareira dos meus sonhos
A contagiar-me...
Instigando-me ao encontro de ti
pelos fragmentos do tempo...
que é agora!
voltados para ti...
São incontáveis
como os grãos de areia.
Com eles me deleito e envolvo...
O teu corpo a acariciar-me,
As tuas mãos a naufragarem
pela superficie nua
da minha pele em flor...
O teu rosto resplandecente
ancorado na clareira dos meus sonhos
A contagiar-me...
Instigando-me ao encontro de ti
pelos fragmentos do tempo...
que é agora!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
C...de Coração
Coração Polar
Não sei de que cor são os navios quando naufragam no meio dos teus braços
sei que há um corpo nunca encontrado algures no mar
e que esse corpo vivo é o teu corpo imaterial
a tua promessa nos mastros de todos os veleiros
a ilha perfumada das tuas pernas
o teu ventre de conchas e corais
a gruta onde me esperas
com teus lábios de espuma e de salsugem
os teus naufrágios
e a grande equação do vento e da viagem
onde o acaso floresce com seus espelhos
seus indícios de rosa e descoberta.
Não sei de que cor é essa linha
onde se cruza a lua e a mastreação
mas sei que em cada rua há uma esquina
uma abertura entre a rotina e a maravilha
há uma hora de fogo para o azul
a hora em que te encontro e não te encontro
há um ângulo ao contrário
uma geometria mágica onde tudo pode ser possível
há um mar imaginário aberto em cada página
não me venham dizer que nunca mais
as rotas nascem do desejo
e eu quero o cruzeiro do sul das tuas mãos
quero o teu nome escrito nas marés
nesta cidade onde no sítio mais absurdo
num sentido proibido ou num semáforo
todos os poentes me dizem quem tu és.
Ouvi dizer que há um veleiro que saiu do quadro
é ele que vem talvez na nuvem perigosa
esse veleiro desaparecido que somos todos nós.
Da minha janela vejo-o passar no vento sul
outras vezes sentado olhando o ângulo mágico
sinto a sua presença logarítmica
vem num alexandrino de Cesário Verde
traz a ferragem e a maresia
traz o teu corpo irrepetível
o teu ventre subitamente perpendicular
à recta do horizonte e dos presságios
ou simplesmente a outra margem
o enigma cintilante a florir no cedro em frente
qual é esse país pergunto eu
qual é esse país onde tudo existe e não existe
qual é esse país de onde chega este perfume
este sabor a alga e despedida
esta lágrima só de o pensar e de o sentir.
Não é apenas um lugar físico algures no mapa
é talvez o adjectivo ocidental
o verbo ocidentir
o advérbio ocidentalmente
quem sabe se o substantivo ocidentimento.
Está na palma da mão no nervo do destino
e também no teu corpo aberto ao vento do nordeste
é talvez o teu rosto alegre e triste — esse país
que existe e não
existe.
Eu não sei de que cor são os navios
sei que por vezes
no mais recôndito recanto
no simples agitar de uma cortina
numa corrente de ar
num ritmo
há um brilho súbito de estrela e bússola
uma agulha magnética no pulso
um mar por dentro um mar de dentro um mar
no pensamento.
Há um eu errante e mareante
não mais que um signo
um batimento
um coração polar
algo que tem a cor do gelo e do antárctico
e sabe a sul a medo a tentação
uma irremediável navegação interior
um navio fantasma amor fantástico.
em "Senhora da Tempestades"
Não sei de que cor são os navios quando naufragam no meio dos teus braços
sei que há um corpo nunca encontrado algures no mar
e que esse corpo vivo é o teu corpo imaterial
a tua promessa nos mastros de todos os veleiros
a ilha perfumada das tuas pernas
o teu ventre de conchas e corais
a gruta onde me esperas
com teus lábios de espuma e de salsugem
os teus naufrágios
e a grande equação do vento e da viagem
onde o acaso floresce com seus espelhos
seus indícios de rosa e descoberta.
Não sei de que cor é essa linha
onde se cruza a lua e a mastreação
mas sei que em cada rua há uma esquina
uma abertura entre a rotina e a maravilha
há uma hora de fogo para o azul
a hora em que te encontro e não te encontro
há um ângulo ao contrário
uma geometria mágica onde tudo pode ser possível
há um mar imaginário aberto em cada página
não me venham dizer que nunca mais
as rotas nascem do desejo
e eu quero o cruzeiro do sul das tuas mãos
quero o teu nome escrito nas marés
nesta cidade onde no sítio mais absurdo
num sentido proibido ou num semáforo
todos os poentes me dizem quem tu és.
Ouvi dizer que há um veleiro que saiu do quadro
é ele que vem talvez na nuvem perigosa
esse veleiro desaparecido que somos todos nós.
Da minha janela vejo-o passar no vento sul
outras vezes sentado olhando o ângulo mágico
sinto a sua presença logarítmica
vem num alexandrino de Cesário Verde
traz a ferragem e a maresia
traz o teu corpo irrepetível
o teu ventre subitamente perpendicular
à recta do horizonte e dos presságios
ou simplesmente a outra margem
o enigma cintilante a florir no cedro em frente
qual é esse país pergunto eu
qual é esse país onde tudo existe e não existe
qual é esse país de onde chega este perfume
este sabor a alga e despedida
esta lágrima só de o pensar e de o sentir.
Não é apenas um lugar físico algures no mapa
é talvez o adjectivo ocidental
o verbo ocidentir
o advérbio ocidentalmente
quem sabe se o substantivo ocidentimento.
Está na palma da mão no nervo do destino
e também no teu corpo aberto ao vento do nordeste
é talvez o teu rosto alegre e triste — esse país
que existe e não
existe.
Eu não sei de que cor são os navios
sei que por vezes
no mais recôndito recanto
no simples agitar de uma cortina
numa corrente de ar
num ritmo
há um brilho súbito de estrela e bússola
uma agulha magnética no pulso
um mar por dentro um mar de dentro um mar
no pensamento.
Há um eu errante e mareante
não mais que um signo
um batimento
um coração polar
algo que tem a cor do gelo e do antárctico
e sabe a sul a medo a tentação
uma irremediável navegação interior
um navio fantasma amor fantástico.
em "Senhora da Tempestades"
Ela trazia o fogo trazia a luz
A taça o vinho
E aquela forma de beleza
Que em si mesma
Perdura
Trazia um Koré em cada gesto
E havia nela o dar de quem se nega
Toda ela era dádiva e protesto
Como quem se recusa e assim se entrega
Trazia a graça e a garça no andar
Que podíamos fazer senão dançar?
em "30 anos de Poesia"
Hummm, sintam o ritmo, a musicalidade das palavras...deixem a melodia entrar e...dancem com o coração!!!
Tema teclado
Manuel Alegre
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
I...de Ingenuidade
...ou de inocência!
Tudo bem que a menina não soube explicar-se, o que pode dar origens a várias interpretações, mas com certeza terá as razões dela (ou apenas emoções) para dizer o que disse. Caberá, apenas e exclusivamente, ao Jorge Daniel apreciar ou não a dádiva recebida... :)
Por vezes, o problema é que o Ser Humano cresce (em tamanho) e deixa que os seus sentidos sejam praticamente corrompidos...
Tema teclado
Pessoas
O...de Opção
Para se Estar na vida, por vezes, é necessário fazerem-se opções. E, conta a história que António (nome fictício ou não) ganhara muito dinheiro nas corridas de cavalos e Joaquim (e se Joaquim não era, isso também pouco importa), muito compreensivelmente, sentia-se invejoso. "Como é que conseguiste, António?", perguntou-lhe.
"Foi fácil", respondeu António, "Foi um sonho."
"Um sonho?"
"Sim. Eu tinha pensado apostar em três cavalos, mas não estava seguro quanto ao terceiro cavalo. Então, na noite anterior à corrida, sonhei que um anjo estava de pé à cabeceira da minha cama e repetia: "Bênçãos para ti António, sete vezes sete bênçãos sobre ti. "Quando acordei, compreendi que sete vezes sete são quarenta e oito e que o cavalo setenta e oito era o Sonho Celestial. Fiz do Sonho Celestial o terceiro cavalo da minha aposta, e foi uma limpeza, foi simplesmente uma limpeza."
Joaquim disse: "Mas, António, sete vezes sete são quarenta e nove!"
António respondeu-lhe: "Sejas tu então o matemático."
Ah pois é, e agora como posso eu saber se a história é verdadeira ou não? Não posso e nem quero saber - apenas mais um mistério da vida, explorado ou não...ou quiçá apenas um modo de Estar, que tanto pode ser a verdade de alguns como a mentira de outros...
"Foi fácil", respondeu António, "Foi um sonho."
"Um sonho?"
"Sim. Eu tinha pensado apostar em três cavalos, mas não estava seguro quanto ao terceiro cavalo. Então, na noite anterior à corrida, sonhei que um anjo estava de pé à cabeceira da minha cama e repetia: "Bênçãos para ti António, sete vezes sete bênçãos sobre ti. "Quando acordei, compreendi que sete vezes sete são quarenta e oito e que o cavalo setenta e oito era o Sonho Celestial. Fiz do Sonho Celestial o terceiro cavalo da minha aposta, e foi uma limpeza, foi simplesmente uma limpeza."
Joaquim disse: "Mas, António, sete vezes sete são quarenta e nove!"
António respondeu-lhe: "Sejas tu então o matemático."
Ah pois é, e agora como posso eu saber se a história é verdadeira ou não? Não posso e nem quero saber - apenas mais um mistério da vida, explorado ou não...ou quiçá apenas um modo de Estar, que tanto pode ser a verdade de alguns como a mentira de outros...
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Pensamentos
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
H...de Harmonia
Há imagens que perduram
e se enredam na luz
de uma explosão precária,
como se a retina
aprisionasse uma araucária
de malvas.
Há sons que ficam
e se perturbam no eco
de uma canção arbitrária,
como se o ouvido
quizesse reter o ciciar
de um leve bater de asas.
(Jorge Arrimar, 1992)
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
E...de Elixir
Rapaz de tenra e imatura idade,
Amar-te foi uma bênção.
Foste e serás, sem qualquer vaidade,
Alguém a quem dei a minha mão....
Elixir da minha fértil imaginação,
Loucura saudável, do meu coração!
Festejo cada momento vivido,
Recolho cada palavra de carinho…
Abraço cada emoção sentida,
Nela penetrando devagarinho…
Com ternura e delicadeza,
Ouvindo tudo, excepto tristeza!
Portanto,"sempre que se encontrar numa situação tal que a sua lógica falhe, não desespere, não perca a esperança. Esses momentos poderão vir a revelar-se os momentos mais abençoados da sua vida" (Osho)...e não é que revelam mesmo!? :)
Amar-te foi uma bênção.
Foste e serás, sem qualquer vaidade,
Alguém a quem dei a minha mão....
Elixir da minha fértil imaginação,
Loucura saudável, do meu coração!
Festejo cada momento vivido,
Recolho cada palavra de carinho…
Abraço cada emoção sentida,
Nela penetrando devagarinho…
Com ternura e delicadeza,
Ouvindo tudo, excepto tristeza!
Portanto,"sempre que se encontrar numa situação tal que a sua lógica falhe, não desespere, não perca a esperança. Esses momentos poderão vir a revelar-se os momentos mais abençoados da sua vida" (Osho)...e não é que revelam mesmo!? :)
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
H...de Homenagem
A quem já partiu...
...a quem, mesmo que "distante", se mantém...
...à Sofia, à sua ternura e jovialidade, entre tantas outras coisas...
...e a mim e à minha eterna felicidade, só porque me apetece! :)
Tabanka Djaz - Si bu esta Dianty Na Luta
(nota: se alguém souber onde posso encontrar o vídeo desta música...agradecia)
Tema teclado
Música
C...de Chinesisses
Acabei de ler uma noticia, internacional - porque ao contrário da farinha, nem só o que é nacional é que é bom, e fiquei entusiasmadíssima com toda a informação que o meu cérebro estava a processar e foi impossível não soltar uma gargalhada e pensar que, um dia destes, vou encontrar algo muito semelhante num qualquer centro comercial (dos tão poucos que há) do nosso pequeno Portugal...
Vejamos:
"Centro comercial tem estacionamento só para mulheres.
Pequim - Centro comercial é inaugurado com estacionamento exclusivo para mulheres. Lugares maiores e cores berrantes marcam a diferença. O único parque de estacionamento do mundo exclusivo para mulheres está localizado no novo Centro Comercial de Wanxiang Tiancheng, na cidade de Shijiazhuang, na China.
Os estacionamentos têm até um metro a mais do que os normais, e os sinais de trânsito têm cores mais fortes para não destoar das paredes, que foram decoradas com temas e bonecos cor-de-rosa. A iluminação do espaço é feita com três luzes por lugar de estacionamento.
Wang Zheng, um dos responsáveis do centro comercial, argumenta que a noção de distância é diferente nas mulheres e por isso têm direito a lugares maiores. A «percepção forte relativamente às cores» é a característica das mulheres que, para Wang Zheng, justifica as cores mais fortes na sinalização."
Hummm, será que além dos olhos em bico as chinesas estão a ficar loiras?! Mas bem, parece-me justo que as mulheres chinesas (as que tiveram o privilégio de nascer e continuar a viver) tenham algum direito e o exerçam em grande...e um rosinha fica sempre bem!
Vejamos:
"Centro comercial tem estacionamento só para mulheres.
Pequim - Centro comercial é inaugurado com estacionamento exclusivo para mulheres. Lugares maiores e cores berrantes marcam a diferença. O único parque de estacionamento do mundo exclusivo para mulheres está localizado no novo Centro Comercial de Wanxiang Tiancheng, na cidade de Shijiazhuang, na China.
Os estacionamentos têm até um metro a mais do que os normais, e os sinais de trânsito têm cores mais fortes para não destoar das paredes, que foram decoradas com temas e bonecos cor-de-rosa. A iluminação do espaço é feita com três luzes por lugar de estacionamento.
Wang Zheng, um dos responsáveis do centro comercial, argumenta que a noção de distância é diferente nas mulheres e por isso têm direito a lugares maiores. A «percepção forte relativamente às cores» é a característica das mulheres que, para Wang Zheng, justifica as cores mais fortes na sinalização."
Hummm, será que além dos olhos em bico as chinesas estão a ficar loiras?! Mas bem, parece-me justo que as mulheres chinesas (as que tiveram o privilégio de nascer e continuar a viver) tenham algum direito e o exerçam em grande...e um rosinha fica sempre bem!
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Pessoas
sábado, 2 de janeiro de 2010
D..de Dois Mil e Dez
2010 já começou e, quanto a mim, começou muito bem - posso até dizer que melhor seria impossivel . Tendo em conta as primeiras vinte e quatro horas do ano, acredito (mas também irei fazer por isso) que este vai ser um ano surpreendentemente fantástico, e com certeza o melhor ano da minha vida, até aqui, claro. :)
FELIZ 2010: SURPREENDAM, DEIXEM-SE SURPREENDER
E SEJAM FELIZES, SEMPRE!!!
01.01.2010, 10h20 - O 1.º Banho do ano...ou não!
E só para terminar, um pensamento antigo, dizem que de um Monge desconhecido de 1100 AC, para este ano...
“Quando era mais novo queria mudar o mundo. Descobri que era difícil, então decidi tentar mudar o meu
país. Quando percebi que não conseguia, comecei a concentrar-me na cidade onde morava. Não tinha
hipótese de mudar a cidade e já velho entendi que deveria mudar a minha família. Hoje dou-me conta que a
única coisa que posso mudar sou eu mesmo, e tomei finalmente consciência que se há muito tempo atrás
tivesse mudado, teria tido um impacto tremendo na minha família. A minha família e eu poderíamos ter feito a
diferença na nossa cidade. E este impacto poderia efectivamente ter mudado o meu país. Na verdade …acho que poderia ter mudado o mundo!”
país. Quando percebi que não conseguia, comecei a concentrar-me na cidade onde morava. Não tinha
hipótese de mudar a cidade e já velho entendi que deveria mudar a minha família. Hoje dou-me conta que a
única coisa que posso mudar sou eu mesmo, e tomei finalmente consciência que se há muito tempo atrás
tivesse mudado, teria tido um impacto tremendo na minha família. A minha família e eu poderíamos ter feito a
diferença na nossa cidade. E este impacto poderia efectivamente ter mudado o meu país. Na verdade …acho que poderia ter mudado o mundo!”
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