Há imagens que perduram
e se enredam na luz
de uma explosão precária,
como se a retina
aprisionasse uma araucária
de malvas.
Há sons que ficam
e se perturbam no eco
de uma canção arbitrária,
como se o ouvido
quizesse reter o ciciar
de um leve bater de asas.
(Jorge Arrimar, 1992)
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