"QUANTAS COISAS PERDEMOS COM MEDO DE PERDER", diz Paulo Coelho in Brida... e eu, que li esta frase solta por aí (não sei o contexto mas imagino a interpretação que, na maioria das vezes, é feita a esta frase), gostava de dizer ao senhor em questão, e não só, que este pensamento assim "ao Deus dará" pode levar a interpretações erradas, ou apenas à interpretação que cada um lhe queira dar porque é livre para o fazer. :) A vida é feita de opções e é impossível, ou quase, ter-se tudo o que desejamos (mas claro, nada nos impede de querer).
Todas as nossas decisões, ao longo da vida, têm um custo de oportunidade associado, quer queiramos quer não, portanto, se "perdemos" é porque tomamos uma decisão e, quem decide por A em detrimento de B, não tem medo de perder, muito pelo contrário! À partida, se decide, é porque é um ser racional dotado de alguma inteligência e com bastante coragem para fazer algo, sabendo, à partida, que em qualquer decisão há um risco e o respectivo custo de oportunidade - "a acção nem sempre traz felicidade, mas não há felicidade sem acção" (Benjamin Disraeli).
Mas, por outro lado, esta frase é óptima para justificar as atitudes e comportamentos de quem quer ir a tudo e mais alguma coisa, com medo de perder (a oportunidade da sua vida, ou outra coisa qualquer imaginada, sonhada, ou sei lá), e depois acaba por não ir a lado algum porque por mais que queira, por mais que se esforce, não tem capacidades para ultrapassar as barreiras do impossível e acaba por não acabar nada e a deixar tudo pela metade. Porém, a vida continua...mas continua a não ser mais do que andar em círculos à volta de si próprio/a e do seu querido amigo "medo de perder" que o Paulo C. (também um excelente amigo) aconselhou...mas isso digo eu! Por isso, de vez em quando, convém parar e reflectir um pouco sobre algumas simples sabedorias populares, mas não sermos por elas dominadas, como por exemplo "não ergas alto um edifício sem fortes alicerces; se o fizeres viverás com medo" ou simplesmente "quem tudo quer, tudo perde".
E rendida à simplicidade com que a Ana FREE nos presenteia com esta melodia, sei que acima de tudo há que se viver, saber viver com as escolhas feitas, aceitar as eventuais perdas que a própria vida se encarrega de nos oferecer de quando em vez e, acima de tudo, não se deixar dominar por receios e muito menos deixar de fazer escolhas, por puro medo de perder...
Por fim, só para simplificar, porque para complicar já basta a nossa cabecinha, relembro uma outra frase que já conhecia e que foi algo que também retive do filme "O dia em que a Terra parou": "NO UNIVERSO NADA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA", portanto, com esta frase e com a música da nossa Aninhas, não há nada a temer! E o resto, como a própria palavra indica, é desperdício...são fears que vendem livros.
Bem, e agora vou ali "entregar a carta a Garcia” ...antes que a perca, ou que a perca seja pescada!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
M...de Morte
Há já algum tempo que a morte não visitava a minha família, mas hoje, logo pela manhã e já longe do local do acontecimento, recebi a notícia de que a minha tia-avó, de 85 anos, havia sido visitada por essa única certeza da vida e, com essa mesma certeza mas para lugar incerto, havia partido.
A penúltima vez que vi a minha ti-avó foi numa cama de hospital – a primeira e única vez, em 85 anos, que esteve hospitalizada - muito doente e a implorar pela visita final que, por razões que desconheço, só chegou quase meio ano depois. No passado sábado voltei a vê-la, e hoje sei que foi a última vez que a vi, mas sei também que, mesmo sem mais a ver, vou continuar a olhar para ela e a "vê-la": sentada no sofá, com uma manta no colo, a pronunciar o meu segundo nome e a sorrir de tal forma que nada o que nós dizíamos (sobrinhas-netas: a mais velha e a mais nova) interferia na sua felicidade e no seu estado de êxtase…sim, em puro êxtase, foi como eu a vi - não tenho a certeza se não terá sido a primeira vez que a vi assim, mas tenho a certeza que foi a última.
Aurora, nome que lhe deram em 1924. Nascida numa pequena aldeia do interior - aldeia essa onde nasceu, cresceu e morreu. Dizem que, desde os seus 14 anos, viveu uma grande e longa história de amor. Mas talvez por ser uma “história de amor”, e como quase todas as histórias do género, era um “amor proibido”, um “amor impossível”. E, como é óbvio – porque não se tratava de Romeu e Julieta - o dito romance era muito mal visto e interpretado para a época e para os costumes das pessoas desse lugar, pelo que só passou a ser possível sob o véu da falsa moralidade e hipocrisia.
Mulher que viveu algumas alegrias, mas também muitas amarguras - amarguras essas já destinadas à sua vida ou que ela própria destinou para si – mas, mesmo resmungona e com alguns traços de tristeza que delineavam o seu rosto, era frequente ouvi-la cantar, principalmente nas desfolhadas ao luar, nas vindimas e na apanha da azeitona. Mulher que, segundo se sabe, nunca teve outro homem nem quis assumir qualquer compromisso, a não ser o compromisso que “assumiu” com o tal “amor proibido” e com a familia dele, e com quem ficou, aos olhos da sociedade, já só quase no final da vida dele.
Foi um ser humano que decidiu dedicar toda a sua vida ao trabalho e à família – à família de sangue e à família do seu amado (que bem poderia ser a mesma) - família essa que, mesmo sem o admitirem, por vezes emitiam juízos de valor sobre a sua vida amorosa, mas família essa que ela sempre ajudou, que ela nunca abandonou e, talvez por isso, com ela tenha permanecido até ao fim. Não posso dizer que era uma pessoa afectuosa, porque não o era, mas era uma pessoa cheia de amor para dar e dava-o, à sua maneira, mas dava. E por amor viveu e continuará a viver...não só na minha caixinha de recordações que é a minha memória, mas também como uma personagem muito importante da minha vida, da minha história!
A penúltima vez que vi a minha ti-avó foi numa cama de hospital – a primeira e única vez, em 85 anos, que esteve hospitalizada - muito doente e a implorar pela visita final que, por razões que desconheço, só chegou quase meio ano depois. No passado sábado voltei a vê-la, e hoje sei que foi a última vez que a vi, mas sei também que, mesmo sem mais a ver, vou continuar a olhar para ela e a "vê-la": sentada no sofá, com uma manta no colo, a pronunciar o meu segundo nome e a sorrir de tal forma que nada o que nós dizíamos (sobrinhas-netas: a mais velha e a mais nova) interferia na sua felicidade e no seu estado de êxtase…sim, em puro êxtase, foi como eu a vi - não tenho a certeza se não terá sido a primeira vez que a vi assim, mas tenho a certeza que foi a última.
Aurora, nome que lhe deram em 1924. Nascida numa pequena aldeia do interior - aldeia essa onde nasceu, cresceu e morreu. Dizem que, desde os seus 14 anos, viveu uma grande e longa história de amor. Mas talvez por ser uma “história de amor”, e como quase todas as histórias do género, era um “amor proibido”, um “amor impossível”. E, como é óbvio – porque não se tratava de Romeu e Julieta - o dito romance era muito mal visto e interpretado para a época e para os costumes das pessoas desse lugar, pelo que só passou a ser possível sob o véu da falsa moralidade e hipocrisia.
Mulher que viveu algumas alegrias, mas também muitas amarguras - amarguras essas já destinadas à sua vida ou que ela própria destinou para si – mas, mesmo resmungona e com alguns traços de tristeza que delineavam o seu rosto, era frequente ouvi-la cantar, principalmente nas desfolhadas ao luar, nas vindimas e na apanha da azeitona. Mulher que, segundo se sabe, nunca teve outro homem nem quis assumir qualquer compromisso, a não ser o compromisso que “assumiu” com o tal “amor proibido” e com a familia dele, e com quem ficou, aos olhos da sociedade, já só quase no final da vida dele.
Foi um ser humano que decidiu dedicar toda a sua vida ao trabalho e à família – à família de sangue e à família do seu amado (que bem poderia ser a mesma) - família essa que, mesmo sem o admitirem, por vezes emitiam juízos de valor sobre a sua vida amorosa, mas família essa que ela sempre ajudou, que ela nunca abandonou e, talvez por isso, com ela tenha permanecido até ao fim. Não posso dizer que era uma pessoa afectuosa, porque não o era, mas era uma pessoa cheia de amor para dar e dava-o, à sua maneira, mas dava. E por amor viveu e continuará a viver...não só na minha caixinha de recordações que é a minha memória, mas também como uma personagem muito importante da minha vida, da minha história!
Tema teclado
Familia
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
I...de Interpretação
Adoro esta música, mas é tão raro ouvi-la... E, quando apenas a ouço sem a escutar, sinto que ela me abraça, que ela me envolve “na curva do seu pescoço” como se nada mais existisse além do momento. Mas há momentos em que a escuto e, nesses momentos, a letra leva-me a reflectir, leva-me ao outro lado do abraço e do sentimento…e foi isso que aconteceu há mais de um ano.
Vejamos:
Baby I see this world has made you sad
Vês? E então? Fazes alguma coisa para mitigar essa ou qualquer outra tristeza? É fácil constatar, difícil é fazer, não é mesmo? Mas continua, estou a gostar da música, estou a gostar do embalo…
Some people can be bad
Só algumas pessoas? Há quem diga que o ser humano é mau por natureza, mas afinal parece que ainda há esperança…e isso é o que ser quer, dizem que é a última a morrer! E se assim é, vamos ser todos maus hoje mas com a esperança de amanhã sermos todos bons…
The things they do, the things they say
Eles, eles…eles são realmente uns sacaninhas tramados, bolas para eles! Opá, assim não vale…porque é que só os que os outros fazem e dizem é que é mau? Eu também quero! E eu até sei, eu até compreendo que é tão bem mais fácil deitar as "culpas" dos nossos fracassos nos outros…
But baby I'll wipe away those bitter tears
Sim, limpa-as para bem longe mas não te preocupes em não deixa-las surgir. E, mesmo que elas surjam, afasta-as para mais longe ainda…pelo menos de ti. Assim, uma coisa é certa, tens sempre algo com que te entreter…algo para limpar…
I'll chase away those restless fears
Claro! E como vais fazer isso? Crias o pânico e depois combates o próprio medo que geraste? Combate é os teus medos e deixa os outros com os deles, se é que os têm…buhhhh
That turn your blue skies into grey
E eu que pensava que o clima era um fenómeno de origem natural e com influências antropógénicas… Hummm, pelos vistos enganei-me! Parece que afinal só intervêm as influências do Homem…
Why worry, there should be laughter after the pain
Esta frase lembra-me aquela famosa frase “depois da tempestade, vem a bonança”. Mas o engraçado e com base no que tenho visto, na maioria das vezes, depois da tempestade vem a miséria, senão mesmo a destruição ou desaparecimento de muita boa gente…
There should be sunshine after rain
Quem morre num dia de chuva, duvido que veja o sol a seguir . Mas, temos que ser superiores a isso, o importante mesmo é acreditar nessa ideia . Quero crer que é a única coisa que morre connosco…
These things have always been the same
E se sempre foram assim, para quê muda-las?! É isso mesmo, vamos nos acomodar e deixar que as coisas se repitam da mesma forma todos os dias, todas as horas, todos os minutos, todos os segundos, todas as fracções de tempo possíveis e imaginárias…
So why worry now
Para não me preocupar depois?! Mas se essa questão te incomoda, já pensaste seres tu a responde-la? Eu não me preocupo, não tenho é mesmo mais nada para fazer e tento ocupar o meu tempo "a analisar" . Se há quem goste de limpar lágrimas…
Baby when I get down I turn to you
Esta é bonita, atrevo-me até a dizer que é a frase mais honesta desta letra, demonstra uma atitude egoísta, mas honesta. Realmente, é tão bom estarmos com alguém só quando estamos em baixo, só quando precisamos, hummm…
And you make sense of what I do
Sim?! E onde está a novidade? Quando estamos em baixo, damos valor a tudo e mais alguma coisa e só
nessas alturas é que os “outros” fazem sentido na nossa vida . Mas razoável seria se não fosse só nessas alturas…
I know it isn't hard to say
Dizer não é difícil. Difícil e duro é ter que suportar certas e determinadas atitudes…
But baby just when this world seems mean and cold
Mas afinal, é ou parece?! É que já não estou a perceber, são tantas as contradições…
Our love comes shining red and gold
Nosso? Aiiii, e agora o que vai ser de mim?! E eu que gosto tanto do azul e até do cinza…
And all the rest is by the way
Claro! Isso tudo e o algodão doce também…
Why worry, there should be laughter after pain
Sim, esforça-te mais um pouquinho e quase que te convences disso…
There should be sunshine after rain
Chova ou não, bem sabemos que “o sol quando brilha, brilha para todos”, mas feliz ou infelizmente, nem todos são merecedores ou têm a capacidade para apreciarem o seu brilho, temos pena…
These things have always been the same
Hummm, mas acho que só enquanto não forem diferentes…
So why worry now
Se calhar porque há sentimentos, não?! Mas, se assim é, o mais provável é que quando deixarem de existir sentimentos, deixará de haver preocupações…Portanto, porque mesmo preocupar-me agora se tudo tem um fim? Deixa acabar, depois preocupamo-nos...ou não!
Em suma, uma interpretação como tantas outras que pode fazer todo ou mesmo nenhum sentido…mas há um ano atrás, foi esta a interpretação que me apeteceu fazer, apesar da realidade ser um pouco diferente, hoje a interpretação não mudaria muito, mas quem sabe se amanhã já não é outra completamente diferente....estamos em constante mudança, não é mesmo? Mas, uma coisa é certa, as coisas só têm a importância que lhe queremos dar...e eu continuo e vou continuar a adorar esta música, mas só me embala, só me toca se eu permitir!
Tema teclado
Pensamentos
sábado, 19 de dezembro de 2009
S...de Saudade
Há uma saudade
sem dono
pressentida em cada palavra
anunciada,
em cada palavra
que não foi dita
apenas segredada
no bálsamo do sono...
Há um sabor (des)conhecido
na voz que desperta
com um sinal de fúria:
o fogo iniciou já
o incêndio dolorido
da pele nua
e submersa
porque tu vais chegar
com a brisa da manchúria...
sem dono
pressentida em cada palavra
anunciada,
em cada palavra
que não foi dita
apenas segredada
no bálsamo do sono...
Há um sabor (des)conhecido
na voz que desperta
com um sinal de fúria:
o fogo iniciou já
o incêndio dolorido
da pele nua
e submersa
porque tu vais chegar
com a brisa da manchúria...
Tema teclado
Devaneios
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
P...de Possível
Tudo é possível, a questão é que nem sempre vemos, ou queremos ver, as consequências dos "nossos actos, palavras e omissões"...
Para reflexão:
Para reflexão:
- O que teria acontecido se o homem (simbolo de guerra) tivesse dado a quantidade de donuts que a pomba (simbolo de paz), ou pombo, pretendia?
- Se a pomba (simbolo de paz) desconhecia as consequências dos seus actos, porque é que em vez de estar a bicar tudo o que era botão não ficou quietinha?
- Se a pomba queria um donuts, porque é que não se fez à vida para o ter? Prejudicando outros, e finalmente a si próprio, é sempre melhor, não é mesmo?
- Viram o que acontece quando aprisionam uma pomba que, pela sua natureza, quer-se livre? É a desgraça do artista :)
Tema teclado
Pensamentos
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
P...de Pudor
Noticia do dia no Diário de Noticias : Casal apanhado a fazer sexo oral!
Ah, pois é! Isto sim, isto é noticia...e da boa. Conta a história, ou relata o DN a história transmitida por quem viu, que os moradores de Paredes (não todos, só alguns) haviam ficado escandalizados com a cena que estavam a observar. É verdade, parece que estavam a ver um casal a fazer sexo oral. Dizem, os moradores que viram, que de imediato chamaram a policia porque, como se sabe, não se pode atentar o pudor, ou ao pudor...e eles estavam a ser atentados, em que sentido é que também não sei mas, a bem da verdade, posso até imaginar. Mas adiante, passo a transcrever a noticia:
"Um casal foi apanhado a praticar sexo oral no interior de um carro, no Largo José Barbosa, a menos de cem metros da Avenida da República. A cena, que ocorreu em plena manhã, foi denunciada pelos moradores de uma das mais movimentadas artérias da cidade de Paredes que, "escandalizados", não hesitaram em chamar a Polícia Municipal. O caso foi comunicado ao Ministério Público e os dois vão responder pelo crime de atentado ao pudor.
Devia ter sido uma manhã de domingo como tantas outras, mas os actos de um casal alteraram a rotina dos moradores do Largo José Barbosa. No interior de um Fiat Uno cinzento estacionado entre as lojas Desgaste e Casa Gina, atrás da Academia de Música de Paredes, um rapaz e uma rapariga escandalizaram quem por ali passou entre as 10.00 e as 11.30. "Eles não se largavam. A rapariga estava sem camisola e o rapaz estava com as calças para baixo. Eu e outras pessoas passámos junto ao carro, mas eles não se importavam com ninguém", descreve um dos moradores. Conta que o casal esteve a "namorar" hora e meia, tempo durante o qual chegaram a ter sexo oral. "Até chamei a minha mulher para ver e da janela da minha casa assistia-se a tudo", afirma.
Quem foi passando na rua ficou "escandalizado" com o que viu, sobretudo por ainda ser de manhã, e chamaram a Polícia Municipal. A patrulha chegou ao local ainda a tempo de apanhar os jovens em flagrante delito. "
Passando à análise da noticia, verifico que a mesma está bem estruturada e que responde suscintamente às questões básicas que, qualquer ser humano, por mais básico que seja, necessita de saber. Eu, por exemplo, considerei importantíssimo a noticia ter referido que a acção decorreu "entre as lojas Desgaste e Casa Gina". Se essa informação não tivesse sido fornecida, jamais saberia que em Paredes existem "lojas" com esses nomes (publicidade grátis do DN, será?)...sugestivos por sinal, se assim não fosse acredito que o despudorado casal teria estacionado o Fiat Uno em qualquer outro sitio. Hummm, bem...também podem ter escolhido aquele sitio por estarem atrás da "Academia de Música" lá da zona: quem sabe se o rapazinho não terá dito e levado a moçoila para ali para a ensinar a tocar flauta...transversal, suponho, mas isso já sou eu a especular.
Outro dado interessante, foi o filme ter durado quase 1h30, houve até quem o estava a assistir pela janela - questão de conforto e perspectiva, julgo eu, mas só na última cena é que as autoridades foram chamadas ao local, quer dizer, a patrulha. Pois é...o filme estava a acabar e, para acabar em grande - ao estilo de Hollywood, só mesmo com a patrulha da Policia Municipal e o flagrante delito e o blá blá blá e o diz que disse e que viu...se assim não fosse, acredito que seria bom "mas não era a mesma coisa"!
Mas o mais importante, e escandalizante, foi "sobretudo por ainda ser de manhã". Ah pois é, se fosse à noite, ainda vá lá, agora de manhã e de dia é que não - Dahhh, então não sabem?! Os gatos são pardos, mas só á noite.
Esta noticia levou-me aos recantos da minha memória, até um filme italiano, que vi, em parte, como uma sátira - até tem a sua piada (se muita ou pouca, isso é um assunto que só a mim diz respeito), e é engraçado constatar algumas semelhanças, ou não...mas cada um que faça a sua interpretação, uma coisa eu sei, eu já fiz a minha, boa ou má, não interessa, é a minha! :)
Atenção: aconselho a quem for sensível a certas imagens a não ver o filme...
Ah, pois é! Isto sim, isto é noticia...e da boa. Conta a história, ou relata o DN a história transmitida por quem viu, que os moradores de Paredes (não todos, só alguns) haviam ficado escandalizados com a cena que estavam a observar. É verdade, parece que estavam a ver um casal a fazer sexo oral. Dizem, os moradores que viram, que de imediato chamaram a policia porque, como se sabe, não se pode atentar o pudor, ou ao pudor...e eles estavam a ser atentados, em que sentido é que também não sei mas, a bem da verdade, posso até imaginar. Mas adiante, passo a transcrever a noticia:
"Um casal foi apanhado a praticar sexo oral no interior de um carro, no Largo José Barbosa, a menos de cem metros da Avenida da República. A cena, que ocorreu em plena manhã, foi denunciada pelos moradores de uma das mais movimentadas artérias da cidade de Paredes que, "escandalizados", não hesitaram em chamar a Polícia Municipal. O caso foi comunicado ao Ministério Público e os dois vão responder pelo crime de atentado ao pudor.
Devia ter sido uma manhã de domingo como tantas outras, mas os actos de um casal alteraram a rotina dos moradores do Largo José Barbosa. No interior de um Fiat Uno cinzento estacionado entre as lojas Desgaste e Casa Gina, atrás da Academia de Música de Paredes, um rapaz e uma rapariga escandalizaram quem por ali passou entre as 10.00 e as 11.30. "Eles não se largavam. A rapariga estava sem camisola e o rapaz estava com as calças para baixo. Eu e outras pessoas passámos junto ao carro, mas eles não se importavam com ninguém", descreve um dos moradores. Conta que o casal esteve a "namorar" hora e meia, tempo durante o qual chegaram a ter sexo oral. "Até chamei a minha mulher para ver e da janela da minha casa assistia-se a tudo", afirma.
Quem foi passando na rua ficou "escandalizado" com o que viu, sobretudo por ainda ser de manhã, e chamaram a Polícia Municipal. A patrulha chegou ao local ainda a tempo de apanhar os jovens em flagrante delito. "
Passando à análise da noticia, verifico que a mesma está bem estruturada e que responde suscintamente às questões básicas que, qualquer ser humano, por mais básico que seja, necessita de saber. Eu, por exemplo, considerei importantíssimo a noticia ter referido que a acção decorreu "entre as lojas Desgaste e Casa Gina". Se essa informação não tivesse sido fornecida, jamais saberia que em Paredes existem "lojas" com esses nomes (publicidade grátis do DN, será?)...sugestivos por sinal, se assim não fosse acredito que o despudorado casal teria estacionado o Fiat Uno em qualquer outro sitio. Hummm, bem...também podem ter escolhido aquele sitio por estarem atrás da "Academia de Música" lá da zona: quem sabe se o rapazinho não terá dito e levado a moçoila para ali para a ensinar a tocar flauta...transversal, suponho, mas isso já sou eu a especular.
Outro dado interessante, foi o filme ter durado quase 1h30, houve até quem o estava a assistir pela janela - questão de conforto e perspectiva, julgo eu, mas só na última cena é que as autoridades foram chamadas ao local, quer dizer, a patrulha. Pois é...o filme estava a acabar e, para acabar em grande - ao estilo de Hollywood, só mesmo com a patrulha da Policia Municipal e o flagrante delito e o blá blá blá e o diz que disse e que viu...se assim não fosse, acredito que seria bom "mas não era a mesma coisa"!
Mas o mais importante, e escandalizante, foi "sobretudo por ainda ser de manhã". Ah pois é, se fosse à noite, ainda vá lá, agora de manhã e de dia é que não - Dahhh, então não sabem?! Os gatos são pardos, mas só á noite.
Esta noticia levou-me aos recantos da minha memória, até um filme italiano, que vi, em parte, como uma sátira - até tem a sua piada (se muita ou pouca, isso é um assunto que só a mim diz respeito), e é engraçado constatar algumas semelhanças, ou não...mas cada um que faça a sua interpretação, uma coisa eu sei, eu já fiz a minha, boa ou má, não interessa, é a minha! :)
Atenção: aconselho a quem for sensível a certas imagens a não ver o filme...
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Pessoas
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
C...de Crime
- "Abjeu, tu nem sabes o que aconteceu!?" Perante rima tão elaborada, vi-me obrigada a, muito custo, abrir os olhos e balbuciar algo do género - "einnnn, que foiiiii...? Estava a dormir, o que é que eu fiz?", ao que a voz do outro lado diz - "Tu não fizeste nada, mas acreditas que estava a sair do elevador e encontro um policia a dizer que era melhor eu não sair?", e eu, ainda meia a dormir e meia a sonhar com estrelas do mar e cavalos marinhos, remato - "A sério? Não me digas que era o X vestido de policia que queria "prender-te" no elevador?"...fez-se silêncio, ouço um som em tom de suspiro (mas pouco doce esse suspiro), e depois a voz faz-se de novo ouvir e, calmamente explica - "antes fosse, mas não...bem pior (sim, porque o X também não é lá grande coisa) mataram uma mulher no hall de entrada do prédio onde moro". Como se pode imaginar, e como boa cusca que sou, seguem-se as perguntas da praxe: Quem? Como? Quando? Onde? Porquê? Ao que a minha amiga, vai respondendo:
- Quem? Foi um homem de 40 anos que matou a "ex-mulher" de 34 que tinha, pelo menos, dois filhos;
- Como? Com uma arma (não se sabe o calibre, mas do homem em causa dá para imaginar) que disparou dois tiros no peito da mulher;
- Quando? Dizem que foi por volta das 5 e pouco da manhã de hoje, quando a mulher estava a sair para o trabalho;
- Onde? "aiii, já disse que foi no hall do prédio onde moro", ao que eu digo "sim, mas em que sitio exactamente?"...não obtive resposta, mas ainda estou à espera, porque isso é um dado importantissimo!;
- Porquê? Segundo o senhor do café, que ouviu dizer por uns vizinhos ou sabe-se lá por quem, já era hábito alguma violência doméstica e a propria vitima, que agora já não é mais vitima mas sim cadáver, já havia denunciado às autoridades (in) competentes as várias ameaças feitas pelo ex-marido.
Pequeno-almoço no buxo, trabalho realizado, dou por mim a pensar na história da mulher que foi brutalmente assassinada pelo ex-marido e fico revoltada, e ainda estou revoltada...e vejamos o porquê da minha revolta revoltada:
1. Com o homem, o assassino: por julgar que a mulher é um objecto com reserva de propriedade; por ter sido cobarde ao ponto de dar dois tiros (um tiro ainda percebia, agora dois?) num “objecto” que já não lhe pertencia, como nunca pertenceu ; Por ter deixado dois filhos ao Deus dará; por não ter amor próprio para continuar com a sua vida sem a mulher; por ser um infeliz que pensava mais na fémea do que em si próprio e nas suas crias; e por ser um autêntico animal selvagem numa sociedade onde já há cursos de domesticação de animais, entre outras coisas que agora não me ocorre...
2. Com a mulher, a vitima : pela sua burrice, ou quem sabe “esperteza saloia”, na escolha do homem com quem casou e com quem, supostamente, teve filhos; por não ter dado dois tiros na cabeça do marido, ou ex-marido, assim que começou a ser ameaçada. Sim, na cabeça…sempre se podiam aproveitar alguns órgãos para salvar vidas de inocentes;
3. Com as autoridades, os (in) competentes: por conhecerem o historial e, muito provavelmente, terem feito ouvidos moucos e quiçá até beberem uns canecos com o assassino e ainda lhe darem razão na sua teoria; por a pena estabelecida, muito provavelmente, passar por uns anos na cadeia e depois soltarem o assassino por bom comportamento ou distúrbios mentais;
4. Com o governo, o gestor dos (in) competentes: por não fomentarem uma mente aberta dos portugueses e residentes estrangeiros legais (os ilegais que voltem para o país deles porque também não fazem cá falta); por não definirem uma pena que obrigue os criminosos a trabalhar (limpar as matas era uma solução, entre tantos outros trabalhos - Monsanto, o pulmão de Lisboa, como surgiu?
5. Com a sociedade, puritana, conservadora e possessiva: uma mulher é de um homem, e vice-versa, até quando ambos quiserem e assim o desejarem - o amor quer-se livre e, como diz uma música “ninguém é de ninguém”...é assim tão difícil de aceitar que mais vale perder uma mulher ou um homem do que tudo?
6. Comigo, que não tenho nada a ver com a história: porque continuo a contribuir para uma cambada de coitadinhos (desempregados que não querem trabalhar e pouco ou nada fizeram para a produtividade do país, pessoas que recebem o rendimento mínimo sem nunca terem descontado e para os criminosos que vão para a cadeia alimentarem-se das minhas migalhas que tanta falta me fazem); por ter que partilhar a minha cama com a minha amiga porque ela não se sente confortável em voltar para casa.
7. E por fim, mas não menos culpada, com a força divina, ordem suprema: que ficou de braços cruzados perante toda esta tragédia .
Não, não tenho pena nem qualquer tipo de compaixão por quem foi morto ou preso - quem morreu já não sofre e quem foi preso que sofra o suficiente, que nenhum sofrimento para ele será suficiente, mas sinto uma enorme compaixão por quem cá ficou a sofrer pela perda sentida e não só, originada pela pura estupidez e ignorãncia de quem amavam.
A modos de terminar, e não querendo ferir susceptibilidades, espero que os leitores (se existirem e/ou conseguirem chegar até aqui) percebam o tom irónico e sarcástico com que me refiro a algumas situações, mas se não perceberem, azar…o vosso! :)
- Quem? Foi um homem de 40 anos que matou a "ex-mulher" de 34 que tinha, pelo menos, dois filhos;
- Como? Com uma arma (não se sabe o calibre, mas do homem em causa dá para imaginar) que disparou dois tiros no peito da mulher;
- Quando? Dizem que foi por volta das 5 e pouco da manhã de hoje, quando a mulher estava a sair para o trabalho;
- Onde? "aiii, já disse que foi no hall do prédio onde moro", ao que eu digo "sim, mas em que sitio exactamente?"...não obtive resposta, mas ainda estou à espera, porque isso é um dado importantissimo!;
- Porquê? Segundo o senhor do café, que ouviu dizer por uns vizinhos ou sabe-se lá por quem, já era hábito alguma violência doméstica e a propria vitima, que agora já não é mais vitima mas sim cadáver, já havia denunciado às autoridades (in) competentes as várias ameaças feitas pelo ex-marido.
Pequeno-almoço no buxo, trabalho realizado, dou por mim a pensar na história da mulher que foi brutalmente assassinada pelo ex-marido e fico revoltada, e ainda estou revoltada...e vejamos o porquê da minha revolta revoltada:
1. Com o homem, o assassino: por julgar que a mulher é um objecto com reserva de propriedade; por ter sido cobarde ao ponto de dar dois tiros (um tiro ainda percebia, agora dois?) num “objecto” que já não lhe pertencia, como nunca pertenceu ; Por ter deixado dois filhos ao Deus dará; por não ter amor próprio para continuar com a sua vida sem a mulher; por ser um infeliz que pensava mais na fémea do que em si próprio e nas suas crias; e por ser um autêntico animal selvagem numa sociedade onde já há cursos de domesticação de animais, entre outras coisas que agora não me ocorre...
2. Com a mulher, a vitima : pela sua burrice, ou quem sabe “esperteza saloia”, na escolha do homem com quem casou e com quem, supostamente, teve filhos; por não ter dado dois tiros na cabeça do marido, ou ex-marido, assim que começou a ser ameaçada. Sim, na cabeça…sempre se podiam aproveitar alguns órgãos para salvar vidas de inocentes;
3. Com as autoridades, os (in) competentes: por conhecerem o historial e, muito provavelmente, terem feito ouvidos moucos e quiçá até beberem uns canecos com o assassino e ainda lhe darem razão na sua teoria; por a pena estabelecida, muito provavelmente, passar por uns anos na cadeia e depois soltarem o assassino por bom comportamento ou distúrbios mentais;
4. Com o governo, o gestor dos (in) competentes: por não fomentarem uma mente aberta dos portugueses e residentes estrangeiros legais (os ilegais que voltem para o país deles porque também não fazem cá falta); por não definirem uma pena que obrigue os criminosos a trabalhar (limpar as matas era uma solução, entre tantos outros trabalhos - Monsanto, o pulmão de Lisboa, como surgiu?
5. Com a sociedade, puritana, conservadora e possessiva: uma mulher é de um homem, e vice-versa, até quando ambos quiserem e assim o desejarem - o amor quer-se livre e, como diz uma música “ninguém é de ninguém”...é assim tão difícil de aceitar que mais vale perder uma mulher ou um homem do que tudo?
6. Comigo, que não tenho nada a ver com a história: porque continuo a contribuir para uma cambada de coitadinhos (desempregados que não querem trabalhar e pouco ou nada fizeram para a produtividade do país, pessoas que recebem o rendimento mínimo sem nunca terem descontado e para os criminosos que vão para a cadeia alimentarem-se das minhas migalhas que tanta falta me fazem); por ter que partilhar a minha cama com a minha amiga porque ela não se sente confortável em voltar para casa.
7. E por fim, mas não menos culpada, com a força divina, ordem suprema: que ficou de braços cruzados perante toda esta tragédia .
Não, não tenho pena nem qualquer tipo de compaixão por quem foi morto ou preso - quem morreu já não sofre e quem foi preso que sofra o suficiente, que nenhum sofrimento para ele será suficiente, mas sinto uma enorme compaixão por quem cá ficou a sofrer pela perda sentida e não só, originada pela pura estupidez e ignorãncia de quem amavam.
A modos de terminar, e não querendo ferir susceptibilidades, espero que os leitores (se existirem e/ou conseguirem chegar até aqui) percebam o tom irónico e sarcástico com que me refiro a algumas situações, mas se não perceberem, azar…o vosso! :)
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Pessoas
I...de Inconsciente
Um destes dias acordei e pensei: a partir de hoje vou começar a mergulhar...sim, a mergulhar diariamente, no meu inconsciente. E assim foi. Todos os dias, durante um período de tempo controlável e não muito longo (para não esgotar todas as energias de uma só vez :)), vestia o fato-de-banho, colocava a touca e lá mergulhava eu, cheia de pose e estilo, no meu inconsciente, tal e qual como se de um mergulho na via láctea se tratasse.
Cada mergulho, cada braçada que dava em direcção ao temido desconhecido, levava-me a lugares diferentes e reviver vivências que desconhecia ou conhecia…ou seja, a redescobrir coisas fabulosas: algumas mais bonitas do que outras, algumas bastante aterradoras até, outras tão ou mais belas do que toda a beleza imaginada e já concebida e analisada por mim.
Depois de vários mergulhos, e de alguns saltos altos partidos pelo próprio salto, conclui que é bem melhor mergulhar no meu inconsciente do que num prato de sopa a ferver e que, sem dúvida, é uma viagem maravilhosa porque durante todo o percurso não fui incomodada por nabos, nabiças e afins :) mas, bem melhor do que isso, é manter-me conscientemente à margem (ou à borda do prato), não deixando, como é óbvio, de fazer a travessia pelo tempo que, gentilmente, a vida me me dá!
E, como muito bem disse Fernando Pessoa, "há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Cada mergulho, cada braçada que dava em direcção ao temido desconhecido, levava-me a lugares diferentes e reviver vivências que desconhecia ou conhecia…ou seja, a redescobrir coisas fabulosas: algumas mais bonitas do que outras, algumas bastante aterradoras até, outras tão ou mais belas do que toda a beleza imaginada e já concebida e analisada por mim.
Depois de vários mergulhos, e de alguns saltos altos partidos pelo próprio salto, conclui que é bem melhor mergulhar no meu inconsciente do que num prato de sopa a ferver e que, sem dúvida, é uma viagem maravilhosa porque durante todo o percurso não fui incomodada por nabos, nabiças e afins :) mas, bem melhor do que isso, é manter-me conscientemente à margem (ou à borda do prato), não deixando, como é óbvio, de fazer a travessia pelo tempo que, gentilmente, a vida me me dá!
E, como muito bem disse Fernando Pessoa, "há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
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Pensamentos
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
E...de Elegia
Há filmes que nos marcam, tal elegia em poema, que nos fazem pensar e, por vezes, até nos dão força para "parar o relógio e avançar no tempo". Com um argumento simples, mas muito realista, Elegia é um desses filmes!
"Nunca é tarde"?! Hummm, bem, por vezes é tarde, muito tarde mesmo (tão tarde que, como dizem os brasileiros, até dou por mim a virar a noite)...depende é do relógio que marca o tempo e do valor que se atribui ao tempo que se tem, ou não se tem!
"Nunca é tarde"?! Hummm, bem, por vezes é tarde, muito tarde mesmo (tão tarde que, como dizem os brasileiros, até dou por mim a virar a noite)...depende é do relógio que marca o tempo e do valor que se atribui ao tempo que se tem, ou não se tem!
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