terça-feira, 29 de dezembro de 2009

P...de Perder

"QUANTAS COISAS PERDEMOS COM MEDO DE PERDER", diz Paulo Coelho in Brida... e eu, que li esta frase solta por aí (não sei o contexto mas imagino a interpretação que, na maioria das vezes, é feita a esta frase), gostava de dizer ao senhor em questão, e não só, que este pensamento assim "ao Deus dará" pode levar a interpretações erradas, ou apenas à interpretação que cada um lhe queira dar porque é livre para o fazer. :) A vida é feita de opções e é impossível, ou quase, ter-se tudo o que desejamos (mas claro, nada nos impede de querer).

Todas as nossas decisões, ao longo da vida, têm um custo de oportunidade associado, quer queiramos quer não, portanto, se "perdemos" é porque tomamos uma decisão e, quem decide por A em detrimento de B, não tem medo de perder, muito pelo contrário! À partida, se decide, é porque é um ser racional dotado de alguma inteligência e com bastante coragem para fazer algo, sabendo, à partida, que em qualquer decisão há um risco e o respectivo custo de oportunidade - "a acção nem sempre traz felicidade, mas não há felicidade sem acção" (Benjamin Disraeli).

Mas, por outro lado, esta frase é óptima para justificar as atitudes e comportamentos de quem quer ir a tudo e mais alguma coisa, com medo de perder (a oportunidade da sua vida, ou outra coisa qualquer imaginada, sonhada, ou sei lá), e depois acaba por não ir a lado algum porque por mais que queira, por mais que se esforce, não tem capacidades para ultrapassar as barreiras do impossível e acaba por não acabar nada e a deixar tudo pela metade. Porém, a vida continua...mas continua a não ser mais do que andar em círculos à volta de si próprio/a e do seu querido amigo "medo de perder" que o Paulo C. (também um excelente amigo) aconselhou...mas isso digo eu! Por isso, de vez em quando, convém parar e reflectir um pouco sobre algumas simples sabedorias populares, mas não sermos por elas dominadas, como por exemplo "não ergas alto um edifício sem fortes alicerces; se o fizeres viverás com medo" ou simplesmente "quem tudo quer, tudo perde".



E rendida à simplicidade com que a Ana FREE nos presenteia com esta melodia, sei que acima de tudo há que se viver, saber viver com as escolhas feitas, aceitar as eventuais perdas que a própria vida se encarrega de nos oferecer de quando em vez e, acima de tudo, não se deixar dominar por receios e muito menos deixar de fazer escolhas, por puro medo de perder...

Por fim, só para simplificar, porque para complicar já basta a nossa cabecinha, relembro uma outra frase que já conhecia e que foi algo que também retive do filme "O dia em que a Terra parou": "NO UNIVERSO NADA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA", portanto, com esta frase e com a música da nossa Aninhas, não há nada a temer! E o resto, como a própria palavra indica, é desperdício...são fears que vendem livros.

Bem, e agora vou ali "entregar a carta a Garcia” ...antes que a perca, ou que a perca seja pescada!

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