O meu fascinio por papoilas levou-me a, mais uma vez, fazer uma viagem espontânea e virtual ao seu encontro. Mas, desta vez, a viagem levou-me a sentir algo diferente, a contemplar pequenas coisas e, talvez por isso, vi a Papoila com outros olhos e contemplei-a sentido-me grata pela sua existência. É verdade que o que encontrei no caminho não foi nada de novo, não foi nada que já lá não estivesse ou que porventura não estivesse em mim, mas só o facto de ter feito a viagem sem qualquer objectivo já valeu a pena...
E o que encontrei eu?! Muito simples: beleza, o reflexo de muita beleza...aqui deixando apenas a imagem e as palavras dessa beleza.
"A papoila é uma das plantas mais antigas. A mais bonita da família das papoilas é a papoila do Oriente, mas a mais comum é a papoila omnificente. De acordo com a lenda, quando as primeiras pessoas apareceram na Terra, a natureza encarregou-se do resto.
O que significa que a natureza deu-lhes a Noite. Esta ocultava a beleza e também as presas das pessoas, para que estas não pudessem fazer nada à noite. Contudo, as pessoas ficavam acordadas e a Noite sentiu-se incapaz de cumprir a tarefa que a natureza lhe incumbiu, então o Orvalho surgiu a partir das lágrimas da Noite. A natureza teve pena da Noite e enviou-lhe um marido - O Sono - que tornaria a tarefa da Noite muito mais fácil.
Mas, ainda assim, nem todas as pessoas começaram a dormir. Então a Noite deu ao Sono os seus filhos - os Sonhos - que poderiam ajudar tanto a Noite como o Sono. Mas nenhum deles conseguiu fazer com que um homem preocupado dormisse.
Este homem fez com que o Sono se enfurecesse. Então o Sono apontou a sua varinha de condão para a Terra e voou. Os Sonhos embrulharam a sua varinha de condão na Noite, criando raízes de cor verde e abriu com flores muito bonitas.
Na Grécia Antiga esta flor era dedicada a Hipnos, o Deus do Sono e a Morfeu, o Deus dos Sonhos. As estátuas de Demétrio eram decoradas com papoilas.
Os Romanos dedicavam esta flor à Deusa Ceres. Segundo a lenda, Ceres vagueava pela Terra e não conseguia encontrar o que procurava. Então os outros Deuses decidiram cultivar papoilas. Certa vez a Deusa colheu as papoilas e caiu num sono profundo, quando acordou reparou que havia ainda muitas para colher. Desde então que o florescimento das papoilas está relacionado com a época das colheitas.
Os Ucranianos consideram a flor como sendo o símbolo do Amor e da Beleza. Os Alemães como sendo símbolo de Fertilidade. Os Siberianos espalham papoilas nas pernas dos recém-casados, para que tenham uma família feliz e muitos filhos. Mas, na China as papoilas estão relacionadas com crenças más.
Não existem apenas papoilas vermelhas e brancas, nos Himalaias há muitas papoilas azuis."
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
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