sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

C...de Cuba

Mesmo distante, não deixo de estar presente...e acontecimentos como este, por uma ou outra razão, não me deixam indiferente.

"Orlando Zapata Tamayo faleceu num cárcere cubano após 85 dias em greve de fome. Era um preso político do regime ditatorial-monárquico acaudilhado pelos irmãos Castro.

Quase ninguém falou em Orlando Zapata – certamente por lutar contra a tirania comunista e ser uma vítima da esquerda construtora dos ‘homens novos’ amanhados algures nos ‘amanhãs que cantam’. Fosse Zapata um grevista de fome situado no lado politicamente correcto da história e teríamos as vigílias do costume e as manifestações folclóricas que já são rotina. Mesmo se fosse um terrorista teria sido chamado de ‘activista’ na abertura dos telejornais.

Mas era apenas alguém que queria a liberdade num lugar onde os mitos da geração mais gloriada do nosso tempo juram que ela não falha. Por isso, o silêncio."
Carlos de Abreu Amorim, Correio da Manhã de 25.02.2010

Para reflexão...



E enquanto uns sofrem, outros juntam-se aos que sofrem - em forma de protesto (Francisco Louça,entre outros) ou apenas para sofrerem também, outros felizes e contentes dedicam-se ao "epicurismo" de Havana ao som das belas vozes: Mariza, Sarah Brightman entre outros...

E é assim a vida, enquanto uns choram outros riem e vice-versa, mas uma coisa é certa: temos o livre-arbitrio para decidir se queremos estar na vida a chorar ou a rir...e quero crer que cabe apenas a cada um  escolher o caminho a trilhar, devendo saber, contudo, onde termina a sua liberdade e começa a dos outros!

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